Poeta André Vasconcelos

Poeta André Vasconcelos
Mensageiro Natural de coisas Naturais

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando Pai se Vai...

                                  Quando o Pai se Vai...

Hoje acordei meio assim, indefeso a quem de mim, o céu nublado como foi à semana que se foi, revi algumas pessoas importantes deixei de ver só adiante porque meu hoje tem que ser igualmente importante, penso às vezes correr em círculos, contas mensais dividas anuais qualquer saída nesse momento, não vejo mais, “Quando o Pai se Vai”.
Pausa pra escrever sobre meu velho meu tudo, tudo que sou é ele que represento, hoje três anos sem ele, nem sei como pra mim foi hoje cedo, quando o pai se vai , leva consigo algumas coisas,coisas essas que não voltam mais nem que eu as queira novamente ele nunca sai da minha mente, mas derrepente poderia viver comigo novamente sua essência anda comigo seu legado eu tenho levado minha força é saber que sempre estará do meu lado e como já disse algumas vezes pra você ao pé do seu coração, seja como foi ou como for... Pai logo mais tamujuntu seja lá onde for.
Assim segue...
Talvez venho sendo muito ríspido comigo mesmo, quem sabe me dilacero de bobeira, assumo responsabilidades alheia e vejo ao fim que foi besteira, mas talvez vem de mim, assumir sim até os b.o dos quem não querem assumir.
Às vezes me deprimo ponho um RAP, pois como diz o grupo A Família na voz de #Cronicamendes , é isso que eu Vivo o RAP é só pra me acalmar, escrevo algumas linhas que ao fim se formam poesias as vezes de Amor muitas de Dor mas todas como Flecha certeira e mortal, desabafar a alma de todo o sentimento mau e para avisar os desavisados não será por força e nem por violência aqui é convivência respeito mutuo, prato na mesa onde eu como, come todo mundo mas também se não tiver não pense que sou vagabundo, estou inserido nesse nosso mundo onde muitos com pouco e o poucos com todo o mundo.
Chorar, eu não vou me humilhar se precisar à gente vem e vai deixa pra lá.
Mas deixa como está, eu já fui da noite agora ela é que tem que me acompanhar, essa maratona eu to envolvido, caminhando pelo que acho certo é o que sempre digo.
Detesto modinha, não faço parte da moda, só ouço o que acho bom, não vou pela quantidade que ela toca, não gosto de bossa nova não pelo desconhecido, mas também por conhecer o seu inicio.
Eu gosto de quem gosta de mim e fortaleço o que tenho apreço sem obrigação nem desespero sempre assumindo certos erros porem respeito vai adiante lembrando que é igual um bumerangue assim sigamos adiante.
Não faço historias da carochinha e nem chapeuzinho vermelho, escrevo mesmo quando a alma ta escorrendo de sentimento. Não faço conchavo com ninguém não tenho gosto por multidão, não sei lidar com falsidade e me envolver em conversa fiada, sou do papel da caneta, mas sou de carne e osso também, se precisar tacar a realidade no mar de falsidade farei, eu mesmo pago preço da honestidade que eu proclamei.
Contundente é assim que faço, não sou só um critico, sou muito mais que isso, já falei senhora esse som não é som de bandido, mas que seja é isso que seu filho almeja, mas tem quem desapareça, a realidade trás essas desavenças.
E pra não falar só das tristezas por que diz “é impossível escrever a verdade, sem ofender alguém. Ferréz”.
É bem assim pra quem lê e pra quem é lido, pra escrever ou pra ser só mais um menino, de atitudes fracas ou um Homem inconseqüente que nunca viveu nada e só relata facada.
São fatos, falas, verdades faladas nada as escondida, livro de auto-ajuda é minha caminhada não perco tempo com essa parada.Livro aberto nem fudendo, não devo não temo da o meu copo ai e já era, quem me viu verás quem não viu não verás a essência não muda como já disse na outra ponta , multidão não é a minha , mas tem uma pá que me inspira, mas é respeito sem essa de seguidor e nem o que to pensando são os aliados que me inspiram mesmo , com suas palavras textos poesias e vidas e principalmente ações.
Daqui to vendo gente destemida, mas muitos acham só estarem por cima mas eu já estive no 10ª andar e quando cai eu conseguir me levantar mas os degraus foram respeitados até porque eu tenho meu legado “Quando o Pai se vai” me mantive firme áspero e as vezes romântico mais até no romantismo as palavras foram sempre em direção certa.
To indo dormir pensando como eu fiz tudo isso, é a importância de se estar vivo, passar desapercebido só se for em bens porque nas ações venho mantendo as construçoes.
Tim Maia cantou “Lamento” é isso que sinto.
“Quando o Pai se Vai...” foi... Mas mantenho a conduta.



                                                                      Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Politica é caso de Policia

Política é caso de Policia

Previsão pra hoje.
Corrupção a solta.
Peças e pessoas...

Pontes e prédios.
Remédios e laticínios.

Cuecas e meias.
Fingindo desavenças.

Bando de fingidos...
São tantos escândalos políticos.
Nem dá pra enumerar o cinismo.
Tem corrupção até na coleta do lixo.

E eu sou o ruim e eles são os bonzinhos.
Se em tudo esta a política.
Conseqüentemente a corrupção também.

O pensamento é reto.
São pouquíssimos os diferentes que vão além.

Só ouço dizer em mudança.
E o que vem é extravagância.
E no bolso o desfecho, ele é lá do “Senado” das pessoas “Santas”.
Foi encontrado com dinheiro na lancheíra de criança.

Perderam a pureza e induz o mau olhado.
Usam ate barriga de silicone pra guardar...
Como eles dizem é só um trocado.

É a política esta em ascensão.
Um rouba o outro e ninguém vai pra prisão.
Eles renunciam antes, pra evitar a cassação.

Mas prisão não, isso não.

A política no Brasil é eficaz...
Eles fazem as leis e aprovam.
E caso eles roubem depois de um mês.

Eles mesmos dizem que cometeram um equivoco.
No mês seguinte eles trocam de partido.

O pior ele se candidata, conseqüentemente.
Ele ganha as eleições novamente.

Até porque troca de partido.
Troca-se se as mascara.
O pudor ficou no portão de nossas casas.

E o povo
Que lê e vê pouco.
Que escuta pouco.
Ficam assistindo as novelas da globo.
Ai vota no candidato mais charmoso.



VAMOS ACORDAR MEU POVO.

Autor - André Vasconcelos


Segue link com alguns escândalos políticos.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Anêmico

Anêmico Foi ficando vazio... Vazio de Esvaziou. Não tinha palavras. Porem não foi o dia Em que a terra parou... Só vazio de Esvaziou. Sorri até tentava, mais não dava. Fugir pensava, mas não conseguiria. Vivia sorrindo, mas a alma só chorava. Ninguém chegou, acolheu ou consolou. Foi só. Vazio de Esvaziou. Apesar de tudo sem resposta. Foi no silencio que se confortou. Foi na noite que se abrigou. Foi ao chão gelado que se congelou... Se foi... E não volta mais. O que foi... Eu sou apenas nós. A multidão meu algoz. Sou o vento e a sua voz. Aquele que maltrata a si mesmo. Que luta contra ele mesmo. Sente que é seu próprio veneno. Dessa dose ninguém recomendou... Quem bebeu digeriu e regurgitou... Ficou... Vazio de Esvaziou... E agora que muito tempo passou. O sangue secou... A força acabou... O abraço não confortou. O que restou... Vazio de Esvaziou... Autor – André Vasconcelos

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vai Chegar...


Vai Chegar...

Na noite passada eu não me segurei.
Cheguei tarde.
Nem vi a mulher e as crianças dormir.
Eu estava na guerra do pão com manteiga

Cheguei de mansinho ninguém percebeu.
Já era tarde.
A noite escura dos covardes...

Não resisti, sofri e chorei.
São 12 horas de trampo e tem hora extra
Que é “opção”, leia-se obrigado a fazer.

Toda noite que eu chego é sempre assim.
Todos dormem e a tristeza que acorda em mim.
Só beijo eles dormindo, ainda bem.
Que o moleque é danado, sorri dormindo.

É o preço dessa guerra sem fim.

Eles entendem, mas Eu não.
Porque que tem que ser assim.
Me mato de trampa e já ouvi dizer
Que dinheiro de hora extra não é abençoado.
Se o supervisor escuta ta fudido, é pecado.

Mas eu quero é mais.
É foda mó responsa ser pai.
Não deixar os pivete de barriga vazia.
Já faz 10 dias.
Que só vejo os meninos dormindo.

Ai me vem um estrangeiro.
Parece que é turco.
Veio dominou a região central.
Fora essa empresa tem mais uma pá.
Dizendo que brasileiro não reclama
Que ele gosta desse povo, (Fuder esse povo )

Mas eu to contando o que aconteceu.
Fazer pessoas sofrerem pra ganhar o meu.
Jamais...
ta longe do que meu pai me ensinou.
Aí você me diz:
Vai ser pião o resto da vida.
Nem acho que isso seja uma disritmia.
São milhões nessa estatística.
Que acorda as quatro da matina.
Você acha que vou me desvalorizar.
Nem pensar seu “Rei na Barriga”.
Pode lhe prejudicar.

Eu e o povo estamos lutando.
O dia do “Lugar ao Sol”
Ta chegando...

Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ela só quer Atenção



Ela só quer atenção.
Quer uma relação.
Onde não exista diminuição.

Ela só quer ser bem tratada.
Sem xingos falta de respeito
Sem faca.

Ela não quer ser espancada.
Chutada, ferrada humilhada.

Ela só quer atenção.
Beijos na boca em qualquer
Direção.

Ela quer se sentir.
Desejada.
Tratada como uma rainha.
Nas ações e nas palavras.

Isso é um fato.
E mesmo que falte comida no prato.
Ela estará firme, pois o amor não há descaso.

Ela só quer atenção.

Ela quer que na rua eu pegue em sua mão.
Ela quer que eu levante pra ela sentar no buzão.
Ela só quer atenção.

Que na sua gravidez.
Eu venha sorrir e dizer.
Estou com vocês.
Ela não gosta de estupidez.

Ela só quer atenção.

Quer responsabilidade.
Às vezes irresponsabilidade.
Ela gosta de liberdade.
Detesta o mau caráter.

Ela dominou meu coração.
Eu sempre soube o que ela quer.

Ela só quer atenção.


Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Comercio



O Comercio

Vai Vendo eu Vendo.
Foi vendo que a trairagem saiu vendendo.
Mas eu Vendo e não cobro juros.
Talvez encobre sua vida, vai Vendo.
Tudo isso porque eu Vendo.

Hei quanto quer, é só pedir.
Vai dizendo.
E é da pura
Que eu Vendo.

Se achar impureza vai Vendo.
Eu só vendo nem venha devolvendo.

Essa veio de longe.
E vem de minhas plantações.
Vai Vendo...
Mas eu só Vendo...
Nada de Frustrações...

Plantei e to colhendo.
Foi Vendo.
É natural na vida também ser assim.
Você faz e recebe, não fica escolhendo.

Pode levar...
Eu garanto a qualidade.
É eu Vendo e não é veneno.
Você compra, consome e eu Vendo.

Pego e industrializo.
Depois eu vendo.

A plantação é minha ta me entendendo.

Você se ligou na linha de Pensamento, é, eu só Vendo.
Eu planto faço a colheita e saio vendendo.
Quer saber?
Só vai saber...
Vendo.


Autor - André Vasconcelos

sexta-feira, 23 de março de 2012

Dizer Que Sim.


Dizer que Sim

Eu não sei dizer em fim...
Olhe bem pra mim... Diz seu sou assim.

Vire e mexe e eu me apago.
Me anulo, meu rascunho
Meu dicionário.

To cansado meu bem...
Só eu vejo ninguém mais vê.
Eu não sei dizer...
Por isso não vai entender.

Poderia sim estar por perto.
Esqueço sim mais to esperto.
Acredite ainda existe muito dejeto.

Mas se dessa vez eu não dizer um Sim.
Vai mostrar a sua conduta, proclamando Filho da Puta.
Mas não levamos alem as rugas...
Né não Truta.

Truta, aliado, poxa isso ta ultrapassado.

Tem gente usando do descaso.
E muitos salafrários.
Não exercem e não fazem uma varredura.
Eles mesmos se matam.
Porque a vida é dura.

Mais eu não sei dizer...

Porem se fizer por merecer.
A sobrevivência não perdoa.
Há quem não sabe exercer...
A mente até voa sem querer

Cuidado...
A Vida e a Verdade é um caldeirão
E ela pode ferver você.


Autor – André Vasconcelos

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Poesia




A Poesia Falou

A POESIA hoje esta mais triste.
A minha insistiu muito.
Porem não resistiu se entristeceu.

A escrita simples e objetiva.
Esta mal dividida.
99% dela é verdade e realidade.
Sobrou 1% pra poesia.

É a dureza do momento.
Perdão POESIA.
Por não fazer rostos sorrirem de paixão.
Ou pessoas rebolarem de emoção , ai não.

A poesia aqui é pra pensar...

A POESIA...
Foi sempre bem direcionada.
Tipo pé na estrada.
Forte e inesperada.
Como uma pedrada.

Nunca pra massagear ninguém...
Não faço POESIA pra receber elogios de alguém.
Não sou poeta...
Não sei recitar...

Meu entusiasmo esta em escrever.
Pra mim mesmo...
Pra alma esvaziar...
Talvez alguém pra se identificar...
Mas a poesia hoje vai chorar...

Sem ressentimento talvez amanhã ela volte a sorrir.
Já faz um tempo mesmo, que esqueci de mim.
Mas a POESIA não...
Ela não me deixa...
Mesmo que Eu me Esqueça, Esmoreça.
Tentando alavanca a vida dos meus...
Ela vem e diz...
Que minha alma é seu apogeu.

Aí adormeceu...

Meu período é de breu.
POESIA me desculpa.
Você tem caminhado e presenciada essa angustia.
É minha aliada, nunca me esquece tipo meu alicerce.
Me fortalece , minha alma lhe obedece...
A POESIA que nunca se esquece.
Pediu licença e hoje se entristece.

Autor - André Vasconcelos

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Guerra e a Guerreira


A Guerra e a Guerreira

Ela me veio como um respirar.
Suportou e disse que em mim iria confiar..
Desacreditei que poderia encontrar...
Mas me veio e tudo se fez mudar...

Mulher, mãe amante amiga.

Batalhadora Guerreira do dia-a-dia.
Destemida forte minha negra linda.

Menino para ser um homem
Antes Sozinho agora bem acompanhado.

Sobrevivência nós passamos por todas...
Alegrias foram muitas e esperamos tantas outras.
Você, minha menina preta mulher.
Um dia caído e tantos outros em pé.
A guerra é pesada eu e você com muita fé.

Ah mulher...

Que me fez melhor.
E esquecer o pior.
Fortaleceu o sentimento.
O amor não é só o momento.

Ah mulher...

Que orgulho tu me traz.
Se a guerra for pesada
Estamos juntos o resto
Tanto faz.

Esteve comigo no pouco...
Quando houver o muito também estará.
É essência, é Respeito eu bato no peito.
Mulher entre nós não tem jeito.
Nosso amor eternizará.

Não existem datas...
Não existe só um dia...
Desde que te conheci...
Venho somando Alegrias

Ah minha Mulher todo dia é seu Dia...



Autor – André Vasconcelos

quinta-feira, 1 de março de 2012

bom de Acabar




Bom de Acabar

Dia ruim de ficar...
Eita mundo bom de acabar...
Muitas ações e nada de chegar...

Nada fácil degustar o momento.

Mas a Sobrevivência vem e mata.
Eu nem quero só os ouros as pratas.
Se a vida é bandida
A Sobrevivência é estadia.

Período nojento insiste e fica.
Nada de lamurias é a realidade incisiva.

Vai tenta sua sorte.
E fica esperto às vezes é muro às vezes um poste.
Vai correr pelo muito e ter o pouco.
E depois me mostre o pote o ouro.

Mas ele não vai existir.
Desculpe, mas terei que partir.
Às vezes acho que o lugar nem é aqui.
Tudo bem eu vou sair...

Já cansei daqui...
Já cansei e não vou sorrir.
Eu to ligado vou me despedir.
Piores dias devem existir...
Mas por enquanto...
Peço que esse dia nunca mais passe por mim.



Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tudo Nosso

Tudo Nosso

Penso, que cada dia posso ter você.
Escrevo por extenso, o meu amor é imenso isso podes ver.
Desespero, sempre existiu quando não podia lhe ter.
Me releio, na sua ausência pra não mais sofrer.

Nunca, esqueço daquele amor tão bom.
Escuta, com nosso amor eu fiz uma canção.
Sempre me perturba, imaginar a gente fora do tom.
Vem e flutua, porque é seu todo meu coração.

Nega, deitemos nessa rede do amor...
Você me cega, arranco fora esse edredom.
A gente flerta, até mesmo na escuridão.
A hora é essa, mais uma estrofe da nossa canção.



Autor - André Vasconcelos

Tudo Nosso

Tudo Nosso

Penso, que cada dia posso ter você.

Escrevo por extenso, o meu amor é imenso isso podes ver.

Desespero, sempre existiu quando não podia lhe ter.

Me releio, na sua ausência pra não mais sofrer.

Nunca, esqueço daquele amor tão bom.

Escuta, com nosso amor eu fiz uma canção.

Sempre me perturba, imaginar a gente fora do tom.

Vem e flutua, porque é seu todo meu coração.

Nega, deitemos nessa rede do amor...

Você me cega, arranco fora esse edredom.

A gente flerta, até mesmo na escuridão.

A hora é essa, mais uma estrofe da nossa canção.

Autor - André Vasconcelos

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sobre Vivendo


Sobre Vivendo


Incrível como sofrimento tira o nosso chão.
Não vou falar hoje de amor.
Se não eu estarei mentindo...

Pois de onde vem à poesia, não se omite sentimento.
Minha alma
Sente uma decepção extrema.
É a dor do tudo da ausência.

É aquela situação que não há solução.
Ao menos não se vê, não se percebe nem sente.

Sentimento de angustia.
Sorrisos eu não vendo.
Isso não se simula.

Meu coração hoje anula.
Qualquer tipo de inverdade.
Nunca fui um covarde.
A sobrevivência já e uma puta sacanagem.

E pra quem faltar coragem e sobrar vaidade.
É senhora majestade.
Um tapa na cara
Para acordar a sociedade.

Pra dizer a única coisa que vemos.
Nós não Vivemos Somente Sobrevivemos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Calado



Calado

Deixa hoje eu não me calo preciso dizer...
Que tudo parece tão estranho.
Meu coração ta relaxando.

Mas eu vi.
Que a verdade que eu procurava aqui.
Tão facilmente não vamos achar...

Hoje eu não me calo tenho que falar...

Ninguém é.
A todo instante tão feliz assim.
E as mentiras que contou a mim

To me lixando.
Você chega lá
Em nenhum lugar...

É assim...

Que a inverdade te domina sim.
Porem não venha com ela pra mim...
Ta decretado hoje o seu fim...

Tente perceber...
Às vezes a verdade faz doer...
Mas nem por isso deixamos de dizer.
Acorda Zé mentira deu pra entender...

Sucumbiu...
Aqueles que sempre mentiu...
Passou o tempo e nunca evoluiu.

Parabéns os verdadeiros de você fugiu...
Viva essa vida desse jeito viu...
Depois não reclame dos dias a fio...
Então ... psiu... psiu...

Muito calado você deve ficar.
Os camaradas vão te questionar...
Por que você mente tanto.
Assim não vai ficar...

Mas deixa a rua mesmo vai te cobrar.
Não teve jeito tive que falar...
A realidade é dura...
E não podemos nos calar...

Autor - André Vasconcelos

sábado, 4 de fevereiro de 2012

É Semente

É SeMente.
A semente por acaso caiu...
Do bico de um beija flor.
Calçadas com rachaduras
A semente germinou.

Em meio ao concreto entulhos e madeiras.
Foi complicado, mas foi se fortalecendo.

A sorte estava ao seu lado.
Conseguiu vingar apesar das adversidades
A semente entre calçadas e entulhos
Cresceu...

O nome da flor da planta a mim não importa.
Interessante é a resistência.
Isso me conforta.

Tem muito urubu por ai tramando seu fim.
Mas um pequeno e simples beija flor.
Que sobrevoa sobre os arvoredos.
Propiciou um novo inicio um novo enredo.

Fez com que em meio a prédios, calçadas e muros.
Fosse criada uma arborização urbana diferenciada.

Aquela semente que ninguém dava nada.
Fez-se assim tão rejeitada.

Pela insistência, resistência força.
Ali cresce uma grande arvore.
Foi assim sem alarde.

Ela contrariando qualquer estatística.
Cresceu deu folhas e frutos.
E não confunda...
Nem todas as sementes farão o mesmo.
Assim como sementes, plantas e arvores.

São os seres humanos
Uns são de verdade
Já outras Só mentem.
Que Sobreviva a boa Semente.

Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ConDor

ConDor


Em nossas lutas e guerras.

Somos atingidos.

Às vezes marcas no corpo.

Às vezes na alma somos feridos


Procuro um lugar distante.

Para entender, as minhas correrias.


Um dia o problema é o prato

E no outro dia é a comida.


Vou buscar respostas no mais alto penhasco.

Como voam as aves os pássaros.

Vou tentar entender o porque de tanto descaso.

Não que esteja fugindo, mas sim procurando o caminho.


Eu vejo maldades em todos os sentidos.

O povo mata o povo a carnificina já se agregou.

É tudo muito normal à desigualdade ainda não acabou.


Voa condor... Voa com dor...

Aqui no chão.

Irmão mata irmão.


Voe para bem longe dos humanos...

Eles tratam a sua própria espécie como retalho de panos.

Porem a distancia não apagou o desgosto


Até do alto do penhasco se percebia o ser humano maquiando seu rosto.

Maquiagem de rancor, hipocrisia, desunião de dor.

Voa com dor...


Achei um lugar distante.

Mas não achei a conclusão.

O afastamento não foi suficiente para encontrar a solução.


Nem um dos mais altos vôos

Nos faz apagar a dor...

Nem mesmo o vôo do condor.

Que muita das vezes voa com dor.


Assim como as aves, nós.

Mesmo machucados pelas coisas da vida.

Alçamos vôos.

Às vezes mais baixos para retomarmos a confiança

E dissipar a dor...


Mas o objetivo é voltar e alçar novos vôos.

Assim esquecer da dor...

Seja bem Vindo

Às vezes se faz necessário voar como condor...


Autor - André Vasconcelos

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não Duvide

Não Duvide - Autor _ André Vasconcelos


É, eu não paguei em dinheiro.

Com isso chegou o desespero.

Ela precisava e eu não consegui da um jeito.


Foi desgastante, nunca havia passado isso antes.

Mas acontece, é uma fase que parecia distante.


Mas não...


Suportar é minha meta, me corrigir por uma fresta.

Vou batalhando é o que me resta.

Mas a vida sempre me testa...

Porem, não as faço indigesta.


As pedradas vêm...

O respeito fica...

Os amigos se vão

Na real poucos ficam.


A multidão nunca foi um forte.

Mais tinha alguns de grande porte.

Mas não agüentaram parecia um trote.


Um por um, saindo fora.

E o nóiz por nóiz.

Há isso fica como um dito popular.


Daqueles que muitos falam

Mas ninguém se vê aplicar.


Não Duvide

É, eu não paguei em dinheiro.

Com isso chegou o desespero.

Ela precisava e eu não consegui da um jeito.

Foi desgastante, nunca havia passado isso antes.

Mas acontece, é uma fase que parecia distante.

Mas não...

Suportar é minha meta, me corrigir por uma fresta.

Vou batalhando é o que me resta.

Mas a vida sempre me testa...

Porem, não as faço indigesta.

As pedradas vêm...

O respeito fica...

Os amigos se vão

Na real poucos ficam.

A multidão nunca foi um forte.

Mais tinha alguns de grande porte.

Mas não agüentaram parecia um trote.

Um por um, saindo fora.

E o nóiz por nóiz.

Há isso fica como um dito popular.

Daqueles que muitos falam

Mas ninguém se vê aplicar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Arma Falada

A Arma Falada


Deixei um aviso...

Um aviso eles me deixaram.

Eu me expressei repudiando

E eles deixaram o seu legado.


Nunca fui tão desleixado.

Sempre me chamaram de relaxado.

Mas eles nunca lutaram por um trocado.


Não sabem o que é ônibus lotado.

Ver seu descendente a mais de 27 anos deitado.

Sem poder se levantar ou falar.

Ao menos chutar a bunda de quem incomodar.


Deixo um aviso.


Meu mestre desistiu de viver...

Fraco ele, por um segundo pode ser...

Mas não seria um valente.

Daqueles que a si mesmo desafia.


Ele nem deixou um aviso...

Mas eu sim...

Deixo um aviso.


Sou o mesmo menino...

Que jogava bola descalço e estourava o dedão.

Mas não confunda a vida não é diversão.

E se desistir será um fraco então?

Talvez não.


Deixo um aviso...


As guerras chegam, sofremos, mas nunca passamos do chão.

Levantamos vestimos novamente a roupa da guerrilha com muita munição.

Avisa lá...

To chegando quem não agüentar pode deitar...

A poesia ta sendo usada não só pra recitar...


André Vasconcelos

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Faça sua "Festa"


Faça sua "Festa"


BUM BUM BUM

É o rojão chegou para anunciar uma nova “Festa” esquecem o fundamento e vão se divertir...

Vão gastar o que não tem , vão agradecer pelo que não aconteceu não sabem do mal acham tudo normal e agradecem a deus é a festa dele também ?

Opa mais um bando de fingidos lhe parabenizam no ultimo dia do ano e o restante é tentando prejudicar...

Mas é festa né não, no ultimo dia entrego o perdão e o resto do ano querendo queimá-lo no colchão, é o mal se fazendo de bonzinho, alguns minutinhos os traiçoeiros com a carapuça tipo chapeuzinho.

Eu não...

Meu coração é a solução do sem perdão, é a solução da ingratidão pega a festa lá e encontrará a solução.

Eles sempre querem teu bem, no fim do fim é o seu fim que há eles satisfaz, mas nada terá sua importância quando as batidas derem 00h01min, isso sim terá importância, beber ate cair e se cair já foi é “Festa” aos inimigos existem ate trégua, mas pra eles sempre é assim que acontece, bum bum bum rojões anunciam uma nova etapa para muitos, mas talvez minha geladeira não diga o mesmo o meu cotidiano não me alegra, quem sabe tive mais perda do que ganho , talvez lutei mais que antes e ainda meus sonhos permanecem em estantes, pra mim historia é historia e não estória, tudo é muito real nada de conto e mesmo quando conto é um conto verídico de quem não olha só para seu umbigo, seja bendito ao que sabe amar sem precisar “Festejar” a vida é festa que deixa sobras... E as sobras do dia seguinte são doloridas, cheias rancor,magoas e meu congelador esvaziou antes da hora e agora quem da “Festa” irá ajudar? Ontem éramos irmãos, será que ainda permanece agora que a “Festa” acabou

Sei lá como sempre destemido, sozinho, mas com o costume de quem sabe ultrapassar barreiras só, como sempre quis viver, a multidão não me dá prazer e nunca dará confiar em quem, quando sempre se esteve sozinho, não será a “Festa” que me fará negligenciar o que vivo, o modo que conduzo o sentimento de solidão é palpável há quem não se vive pela carência de se ouvir um agrado, sem mesmo saber se o coração é o autor dessas falas lindas cheias de hipocrisias de mentira de burrice dos maus.

Mas demorou é “Festa” vamos engolir tudo, até o peru tem seu símbolo e você simboliza o que, gasta o que não tem em janeiro comece sofrendo mas é “Festa” nem to vendo, vou estourar no meio tanto o cartão de credito , quanto meu fígado e os inimigos eles já estão dormindo em dia de “Festa” até estória passa a ter seu pingo de verdade tudo presta afinal é “Festa”.


André Vasconcelos

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Agradeço Sempre

Agradeço Sempre

Essa carta como sempre tudo que faço tem direção certa.

Quero agradecer a todos aqueles que fizeram de um ano não tão bom minimizar a dor e me fazer perceber um novo jeito de viver...

Amigos ,amigas e irmãos , fiz vários esses anos uns permaneceram sempre por perto e nunca deixaram a peteca cair,fico feliz só de imaginar o respeito que construir em mais este ano o respeito que depositei am alguns muitos deles ainda permanece o respeito outros já não comento. Ano difícil familiar minha esposa e meu filho tiveram uma segunda chance de viver pra eles muito amor a Deus só agradecer, me mantive vivo sobrevivendo mesmo quando alguns diziam vai assim mesmo, comigo não, eu não me vendo perdi um emprego com minha esposa e o filho internado em uma UTI me vender pra dono de empresa nem pensar, você se dedica faz varias situações e na hora que precisa de um segundo de atenção ta lá mais uma demissão, mas foi firmão fiquei feliz por saber que quando não nos vendemos as portas demoram mas se abrem e quando abriu meia fresta eu entrei e dei uma voadora e arrebentei a porta é isso mesmo.

Muitos se foram poucos ficaram mas meu alimento nunca foi fraco.

Alimento-me de verdade sempre com muita coragem, desistência não esta no cardápio, pra tomar, fui de sinceridade e respeito e quando preciso dei murros no meu próprio queixo e quando se fez necessário quebrei o maxilar de alguns derradeiros e pra somar já disse que entreguei e fui presenteado com respeito.

Aos amigos estou sempre fortalecendo é o mínimo que posso estar fazendo, aos irmãos que me apóiam na literatura periférica marginal foram duas participações este ano e uma parte importantíssima desse meu ano, o causador desse meu orgulho lá vai Alessadro Buzo, o cara com uma amizade impar o respeito infinito e a boa vontade que tanto tenho escrito,ta ai fiz questão de apresentá-lo esse final de semana ao meu Guerreiro Luis Gabriel (Meu Filho) ele e Marilda Borges só faltou o Evandro mas não irá faltar oportunidade da família toda se conhecer, tenho orgulho do Sobrenome Progresso pela humildade e respeito quando nem sabia quem eu era e ainda não sou muito mas já tenho marcado no peito sou #Suburbano Convicto e foi lá que conheci diversas pessoas importantes pessoalmente, CriadasRuas, Jéssica Balbino , (Daniela e Japão Viela17 presentes na alma ) Tubarão , Walner Danzinger, Emerson Alcalde, Altamiza Melo aquele loko do Cislando, Andrio e todo o coletivo, Mel Duarte e tantos outros que não me recordo agora Mas que fortaleço sempre que posso, poetas e coletivos que sempre fortalecem , obrigado sempre meus amigos a minha poesia ama vocês e como ela e eu somos Um só... Amo vocês outra vez.

Aos que não conheci pessoalmente, mas que sempre fortalecem no meu blog com minhas poesias sem massagem, obrigado a todos pelos comentários e desculpem minha ausência esse ano foi pesadão.

Minhas participações nas coletâneas.

PELAS PERIFERIAS DO BRASIL VOL 5

POETAS DO SARAU SUBURBANO.

*Culpado Alessandro Buzo*

AMIGOS E AMIGA UM OTIMO ANO PRA VOCES MESMO QUE SEJA SOBREVIVENDO OUTRA VEZ....

A Essência não morreu e nada nos corrompeu a sobrevivência segue outra vez... Entre eu e vocês.

Humildade,Respeito e Essência.

André Vasconcelos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Será Bons Modos

Será Bons Modos
Autor - André Vasconcelos

Bom dia!!!

Bom dia porque?

Só se for bom dia pra você.


Assim iniciou o dia...

Rua escura é muito cedo ,

Rua vazia.


Sigo para o ponto de ônibus buzão lotado.

Gente empurrando, outras até são educados.

A maioria aqui não sofre calado...


Logo cedo detona.

Ônibus do caralho.


Sacolejando as almas vazias de lá pra cá.

Depois de uma hora vou descer e ainda caminhar...

Porra ta difícil lutar...


Quatrocentos reais por mês todos os dias 12 horas sem parar.

Meu deus o inferno é aqui não existe outro lugar.

Buracos nas avenidas, buracos nas calçadas.

Onde deve andar os sobreviventes do dia-a-dia.


Política, votos, candidatos ta foda é pecado chamar de palhaçada

Os palhaços não merecem esse descaso.

Chego atrasado, chefe emburrado e aquela promoção por pirraça.

Vai pro ralo.


É Foda achar que todos têm um preço.

Quem sabe amanhã ele não venda até a mãe.


Sacramentou, argumentou a burguesia não agüentou.

Você está demitido seu argumentador...

Pois bem to saindo.


A verdade é dura mesmo povinho fingido.

Sou do povo que acorda cedinho.

Humilhado por um trocado.

Não sou você seu ingomadinho.


Que quando o bicho pega se vende facinho.

Pra ficar bonitinho pro manos e pro seu chefinho.


Ela dói , corroí, espeta e as vezes vira arpão.

Pra pegar falador e se vacilar matar quem se acha leão.

Sem alarde prazer “A Verdade”



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Entendeu...

Entendeu...
Autor - André Vasconcelos



Ando vagando por ai.
Lutei mas sempre me feri.
Já os que nunca gostaram de mim.
Não pode mais sorri, pois eu venci.

Demorei , me incomodei e resisti.
Superei, o sofrimento eu digeri.

Ninguém, além do que já foi dito.
Nada alem pra quem só pensa em seu umbigo.
Todos nós seguimos, chorando sofrendo e sorrindo.

Para Deus eu sigo pedindo.
A paz , a força a resistência.
Fortalecendo a consciência.
Para não ser mais um sem ciência.

E como pensar.
Não esmoreça.
Seja forte, a solidão desobedeça.
Assim a mente avança.
Ela será sua fortaleza.

Não se abata e nem pense em desisti.
Pois fracos são aqueles que te viram sofrer
e começaram a sorri.

Tem um monte nesse mundo de visconde.
Desejando o seu mau pra tentar sobressair.
Mas como sempre renascemos das cinzas.
Eles sempre se escondem e da cova onde vivem
Nunca mais vão sair...

Podemos dizer...
Resisti e venci.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um Conto, Uma Dor e a Vida.


Um Conto, Uma Dor e a Vida
Autor - André Vasconcelos

Bom dia, Fernanda!

O que conta de novidades

Parece tão melhor que antes, esta com o sorriso largo, uma paz no olhar e que tem de novo pra me contar.

É Ricardo ando bem sim.

Estou muito feliz,muita coisa mudou pra melhor em mim.

Sabe Ricardo o Rogério não para de perguntar por você.

Toda vez que eu te procuro, sua mãe me diz, foi para o role.

Ricardo diz:

Mas isso depois a gente vê, você esta enxuta Fernanda, seu cabelo diferente sua boca mais carnuda nossa você melhorou.

Melhorei sim, mas os meus princípios são os mesmo, meus cabelos sempre foram esse é que agora tenho dinheiro para ir ao salão de beleza e se estou enxuta foi pela tristeza e angustia que não me deixava alimentar e até anemia para me arruinar.

Então Ricardo, mudei sim, mas existem coisas que não muda, seu filho que tanto te adorava, já não tem tanta certeza, você combinou de pega-lo toda semana e já são meses sem ver o Rogério.

Continua Fernanda...

Nos dias de guerra, eu me dediquei nos dias de vida dura eu permaneci firme, de barriga vazia eu até agradeci, mas você Ricardo, não respeitou.

Foi um covarde nosso filho com 5 anos e já presenciando aquela cena, você me furando com uma chave de fenda.

Você é um covarde me riscou com a ponta de um canivete, minha pele cheia de marcas e ainda encontro forças pra te procurar, pelo Rogério que não entendia muita coisa na época e ainda tinha você como herói...

E ai Fernanda, esta querendo me complicar com o Rogério, se ameaçar eu te quebro e nem vou precisar de lhe riscar, pois os riscos estão na sua pele daqui posso contemplar.

É eu sei Ricardo, estava aqui pelo Rogério, pois por você nunca vou estar, eu mudei e mudarei ainda mais.

E aquela paz que diz que percebeu em meu olhar Ricardo, é a paz de estar só sem ser violentada e agradecer, por não ter sido morta, sei que você não se importa.

Ricardo diz...

Não me importa e pode ir embora já me atormentou, encheu o saco preciso sair...

Tudo bem, seu filho e eu vamos partir, hoje ele entende mais as coisas e sabe o que você representa sabe que as marcas que trago em meu corpo muitas vezes foi para não atingi-lo, e sei, o mau caráter é sua essência, nessa hora Rogério sai da sala e pede licença e diz...

Mãe... Vamos embora daqui, a mesma marca que você tem a nova namorada desse ai tem também e seu nome é Ivani ela esta no quarto toda arrebentada nem consegue sorri, vamos embora daqui.

Fernanda e seu filho Rogério vão embora e nunca mais voltaram ali.

Ricardo mudou...

Mudou de casa , mudou seu jeito agora ele escuta mais e nunca mais bateu em ninguém...

Nunca mais, depois que matou Ivani...

Como disse, ele mudou mesmo.

Agora esta preso, só recebe ordens, ele agora é correio dentro da cadeia, é também servente e até cozinheiro é tudo menos um homem Valente...

Fernanda se rendeu ao amor e se casou seu marido ama o Rogério, como se fosse o próprio pai.

Bom levando em consideração que ele nunca teve um pai de verdade, Rogério o chama e o respeito como seu próprio pai.

E as marcas de Fernanda não as da pele, mas sim a da alma, aos poucos vão se curando com o amor recebido pelo seu marido.


Fernanda por fim diz...

Adeus amor bandido.


domingo, 6 de novembro de 2011

Lápis e Pessoas



Lápis e Pessoas

Autor - André Vasconcelos



São computadores.

Temos papeis, canetas.


Diversos mouses, lapiseiras.

Temos telefones e carimbos.

Calculadoras e lencinhos...

Temos tudo isso...


E varias pessoas manuseando.

Elas, até na mesa passam um pano.


Mas elas não se cumprimentam.

São como lápis , parados sem reação e sentimento.

Triste situação dos seres vivos, que em vida vão morrendo.


Cada um se acha mais que o outro...

Por isso, sendo mais, não se olham.


Poucos ganham salário alto.

Por isso suas amizades são caras...


Só andam de carro importado.

Por isso não conhecem o porteiro, que abre a porta do carro.

Assim eles vivem.


Como lápis, telefones e computadores

Sem reação,sentimento.

Só vislumbram dinheiro...


E assim vão morrendo...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vai Sonhando

Vai Sonhando

Autor - André Vasconcelos



Queria conviver sempre assim.

Sinceridade ,verdade simplicidade enfim.


Gostaria de viver assim.

Há sombra de uma arvore.

Sem a sombra da maldade


Respirar ar puro

E não o ar que entope nossas vias respiratórias.

Situações tão contraditórias.


Quero buscar meu lugar ao sol

Mas lutar contra situações e não contra o mau caráter das pessoas.

Quero dormir sem me preocupar se estão fechadas as portas,portões.


Pensando aqui com meus botões, aquela grade tão alta

Que não me deixa ver a calçada , realmente sou um prisioneiro dentro de mim.

Quero deixar a porta do carro aberta sem precisar de alarme.


Quero senti a brisa suave do vento,pois eu só ando correndo.

Quero ir onde você nem lembre que existe a televisão.

Quero deixar de sobreviver quero mesmo é um pouco Viver.


Quero ter mais do que perder...

Quero que o sangue pare de escorrer pelas valas,calçadas , favelas e quanta arruaça.

Quero parar de sobreviver...


Quero ver meu riso puro no seu olhar.

E como um bumerangue volte pra mim ao te olhar.

Quero andar descalço.


Conhecer quem esta do outro lado.

Criar vínculos sem interesses.

Quero trabalhar muito


E que esse muito me leve há um salário digno.

Eu quero tudo isso.

Uma pena pois vejo isso só quando estou dormindo.


Pelo menos meu sonho ainda está vivo.

É com ele que sobrevivo sorrindo.



André Vasconcelos