Poeta André Vasconcelos

Poeta André Vasconcelos
Mensageiro Natural de coisas Naturais

domingo, 24 de agosto de 2014

Cabeça Fechada

 Cabeça fechada.

Sinto que deveria submergir a inquietude.
Lançaram aos porcos a juventude.
Tal como a minha velhice rude.

Subtrair tudo que se foi.
Jamais obterei essa coragem.
Esquecer os bons que se foram.
E so me lembrar dos maus que ficaram.

Não somente as portas se fecharam.
Minha cabeça também é.
Vivendo com a cara e pouca fé.

Poucas coisas me fazem ri.
Mas decidi curvar a linha
Viver sarcástico como nas suas letras, Gonzaguinha.

Sou eu um louco.
Pouco doido tipo desvairado poeta rouco.

Peças se mudam.
De um jogo á outro.
Depois eu sou o louco...

A classe igualitária te vende e você compra.
Não existe distonia de povos e você de favas vivendo.
A TV te vende e o compra assim como lhe convém.
Existe “país das maravilhas” dizem que é comum.
Mas o que vivemos já me disseram antes.
É igualmente o filme do platoon.

Alem das portas minha cabeça também se fechou.
Desde momento
Que a maioria das cabeças loucas deixou...
Sim eu vi e senti, contaminou...
E pela TV se apaixonou...

E as poucas cabeças que restaram.
Formadoras de atitude.
Vivem em sua plenitude.
Vivem em sua sã.
Loucura...





Autor – André Vasconcelos  

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Anunciação....


ANUNCIAÇÃO


A noite que passou.
Veio renunciar...
Meus pedidos.
Anunciar.

A paz da dor que se alojou.
A faca no peito do traidor.
A mão amiga do delator.
O choro de quem se refugiou.

Inigualável razão.
Soletro o sentimento de perdão.
Da voz, da luz, dessa minha escuridão.

Que trouxe o vento.
Que me deixou atento.
As lagrimas são iguais, faz tempo.

Na prisão do meu viver.
Dessa liberdade de se prender.
Desse jeito carinhoso de me deter...

O azul do céu, torna-se negro.
Quando amanhece, forma-se o desejo.
Quando percebo, entro em desespero.

Passam tudo de todas as formas.
Esquecem de tudo e todas suas manobras.
Restaram-se lagrimas, dores e desejos.
Poetas e suas poesias.
Nostálgicos cheios de nostalgias.
Poemas e poesias...







Autor – André Vasconcelos

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Talvez essa Vez



Eu queria fazer uma de amor.
Dizer que as rosas não falam.
Mas exalam perfume da flor
Só que onde moro não tem rosas.
E o esgoto a céu aberto, trás Odor.


Queria.
Perfumar meu quarto.
Para tirar o azedume o bolor.
Devido as chuvas decorrentes
Que tenha menos enchente.
Respeito maior pra gente.

Que eles entendam que não somos escravos.
Que alguns são lado a lado.
Não queremos capitãs do mato.

Que a educação seja de verdade.
Um aviso a todas as idades.
Informação tem que ser prioridade.

Juro que eu queria falar de amor.

Não gritar por ai.
Que temos um governo corrupto.
Somos roubado todo ano, ininterrupto.

Que toda rota tem vários sentidos.
Mas a rota do governo só tem um caminho.

Desisti de falar do amor...

Porra.
Somos a parte maior.
Do sofrimento.
Do esquecimento
Do desleixo.
Do desamor

Vire e mexe me releio.
Talvez eu veja tudo com muito receio.
Eu posso até não enxergar.
Mas os descasos ainda são os mesmos.
E continuam a incomodar




Autor – André Vasconcelos

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sempre em Frente



Sempre em Frente


Resolvi falar novamente.
Parei, pensei, resolvi.
Vamos lá, sempre em frente.

Parar não dá mais.
Porque a vida me encheu de cilada.
Sabendo que era assim
Porem minha voz nunca será calada.

Recuei do sentimento que me persegue.
Até parece coisa banal.
O poeta maior disse.
Amor é ótimo mas o ódio é essencial.

Sempre fui um bom combatente.
Mesmo com minhas dores.
Minha alma doente.
Sempre fui pra guerra livremente.

Liberdade essa que todos acham ter.
Mais isso nunca foi um crime.
Todos presos mas se achando livres.

Pensar é pra poucos.
Adolescentes alienados.
Acham que LER dá desgosto.
Mas querem TER a todo custo pelo gosto.

Gosto de se agrupar.
Interagir com os de lá.
Ao menos dentro da moda estar.

Fracos alienados que não tem informação.
E em falar de falta de informação.
Está tocando por ai, dizem que é ostentação.
Por favor, uma munição para os sem direção.

Resolvi falar novamente.
Falei não recuei e decidi.
Sempre em frente.
Nunca coagido.
Sem cinismo.
Assim sigo.
Persisto.






Autor – André Vasconcelos 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

InConDiCioNal.


             Incondicional

É um amor incondicional.
É inimaginável.
Surreal.

Amor.
Teu amor te ama.

Acredite com você não quero fama.
Feliz estou quando esta comigo brincando sobre a cama.
Dizendo sempre que me ama.
Quando estou longe eu lembro ai o sentimento inflama.

Amor...
Teu amor te ama.

É tudo o que eu nunca sonhei.
É além do que imaginei.
Eu sou bem pouco.
Comparando o bem que me fez.

É procurar palavras e nunca achar.
É viver perdido e só com você me encontrar.

Que até então não conhecia a mim.
Lembro-me passo a passo com você na UTI.
Nesse momento me desfaço em lagrimas.
Mas com você eu voltei a sorri.

Teu amor só me adianta.

Amor...
Teu pai te ama...



Autor – André Vasconcelos.



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uma Rua , Um Lugar




                    Uma Rua, Um Lugar.


Alivio para uns, para outros o abismo.
A procura de um destino cínico.

Procurei um lugar.
Não achei.
Enturmar.
Recuei.
Casa para morar.
É coisa de rei.

Mais uma busca de um lugar qualquer.
Interminável recusa do que vier.

Encontra-se e perde-se.
Acha-se e esconde-se.
Peregrinos.
Decididos.
Consequência do Estado.
Flagelado.
Nua.
Morador de qualquer rua.

Em situação de rua.
Preferem assim pronunciar.
São mais de 14.478
Sem direção.
Sem lugar.

Dizia a pesquisa naquele lugar.
Quando chove.
Faz frio.
A vida por um fio.
Um fim de um fio.
Um fim.

Ninguém liga.
É escuro até de dia.
Um breu de estatísticas.
Características.
Contagens em pesquisas falidas.
                                       
A quem diga.
É uma fuga.
Uma tortura.
Uma soma de rusgas.
Que a liberdade de estar preso pelas ruas.
Continua...



Autor – André Vasconcelos



Link de algumas Pesquisas sobre moradores de rua





















segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Abre a Janela

                 Abre a Janela

Eu preciso sorrir mais um pouco.
Preciso para de comer carne de porco.
Eu preciso de sol na cara.
Identificar que são as pessoas safadas.

Eu preciso correr.
Preciso mais me interter
Interferir no sentido comum.
Esbofetear a agonia esse zum zum zum...

É hora de ir embora.
Desse escuro de agora.
Dessa dor que me apavora.
Infinitamente é a hora.

Diz...
Se eu não preciso.
Escrever o caminho porem não de giz.
Fazer o bem.
Bem que se quis...
E assim.
Me diz...

Se não preciso ser mais sentimental
Tirar a parte que me resta de racional.
Tirar as roupas do varal.
O mal tempo vem e tira aquele perfume natural.

Preciso dizer ao meu amor.
Que ao meu lado.
Me olhou e se deitou.
Que com ela eu sei o que é o amor.

Preciso comprar ingressos.
Que na vida não tem show.
Mas procuro meu progresso.
Cuidando de todos sem excesso.
Na sobrevivência sou réu confesso.

Preciso sofrer menos.
A perda não me deixou mais ameno.

Sou poeta, mas luto para ser poesia.
Daqueles que em um gesto irradia.
A harmonia de uma simples poesia.

Deus disse:
Sou pó e para o pó eu voltaria.

Que se mantenha.
A verdade e a eternidade.
Dessa Poesia...




 Autor André Vasconcelos

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Lagrimas

           Lagrimas de um homem.

É isso mesmo.
O que você esta vendo são lagrimas.

As lagrimas de um homem vai cair
Cairá e não se acumulará.
Lagrimas de um sobrevivente.
Ela se derramará.

São verdadeiras.
Gostaria que fosse derradeira
Mas talvez não seja.

Quem sabe ela me cale.
Talvez eu me desgarre.
O sofrimento que vale.

É isso mesmo.
O que você esta vendo são lagrimas.

Elas deságuam em lugar algum.
Só esvazia a alma de um rapaz comum.
São lagrimas, pingos, que caem um a um.

É um sentimento.
Ou nenhum.
É minha voz calada.
E no peito um.
Bum..

É assim.
As lagrimas de um homem vai cair...




Autor – André Vasconcelos








terça-feira, 24 de setembro de 2013

Paredes Andam

Paredes uma porta e uma Janela  


O sol até bate às vezes.
O predominante é a escuridão.

O vento até bate às vezes.
O calor é infernal.

Tem até algumas frestas.
Mas está tudo fechado.

São quatro paredes.
Um teto.
Uma janela.
E a porta.

É o simples significado.
Do trancafiado.
Desestimulado.
Desacreditado.
Dilacerado.

É o teto aberto.
A janela fechada.
A porta trancada.
As paredes permanecem intactas.

Esse é o mundo
Que às vezes trancado
Você se encontra liberto.

E às vezes você com a liberdade.
Encontra-se preso.

As paredes andam...


Autor – André Vasconcelos





quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Maratona no Céu


Maratona no Céu


Acordei pela madrugada e as nuvens correndo no céu.
Aquele azul e o negro véu.
Corria na imensidão.
Nuvens correndo sem perca de tempo.
Ao som do vento.

Pensei ser meu pensamento ainda lento.
Tornei á noite admirar.
As nuvens corriam de lá pra cá.

Difícil foi não olhar...
Difícil acreditar.
Que as nuvens se desenhavam.

A cada momento que passar.
A noite desce para o sol se levantar.
Mas enquanto isso não se concretizar.

As nuvens permanecem correndo.
De lá para cá.
Eu o silencio e o vento a testemunhar...


Autor – Andre Vasconcelos


domingo, 25 de agosto de 2013

Está Frio Mas não Dorme


Está Frio, Mas Não Dorme


É o frio que acalentava seu medo.
É a chuva encobertando seus receios.
É o vento que embriagava seus pensamentos.

O dia se escondeu.
Você não percebeu.
Dizia que era forte.
Mas sua força empobreceu.

Teve medo e se recolheu.

O que eles queriam.
Conseguiram.
Minar sua confiança.
Te fazer perder a esperança.

Acorda!!!

Você pode ir onde sua mente alcança.
O inimigo não quer a sua perseverança.
A sua derrota começa na insegurança.
Sendo forte seu inimigo Dança.

Levanta!!!

Tá na hora de acordar.
Não dorme.
Os inimigos não vão cochilar.
Olhos bem aberto.
Porque em um piscar de olhos.
O inimigo investe sobre você
E pode nos derrotar.

Levanta tá na hora de Acordar.



Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ELa SobreViVeu até 08/2013


Sobreviver com a Dor


O dia nublado o céu cinzento.
E lá vamos...
Provar o gosto amargo que foi dado a nós.

Foi sempre assim desde 1986.

Como uma rainha nasceu.
Diagnostico de nascença.
Doença rara (um a cada, um milhão).

Com ela aconteceu.

É raro e degenerativo.
Meu choro sempre foi interno.
Por pouco quase me despeço.

Nada de historia aqui isso é real.

Até os 12 anos.

Falava sorria pulava.
Existiam sim as dificuldades.
Até para as falas, mas não se calava.

Aos 15 anos.

Dificultosa coordenação motora.
Falava pouco, sorria pouco, já não pulava mais.

Aos 18 anos.

Sua amiga uma cadeira de rodas.
Doença rara até pouco tempo
Nada se sabia
Porem a piora gradativa
Por nos era vivida.

Aos 21 anos.

Já se faz muito tempo sem comer arroz...
Alimentação balanceada.
Creme de leite óleo canola e um mamão pra enganar.
Isso no almoço e no jantar.

Nada, além disso,
E nos olhos dela eu vejo
Que não para de lutar.

A distonia com a cadeira de rodas.
Começou a acompanhar.
Dor imensurável.
Minha alma chora e quer se calar.

A caminhada sempre foi longa.
Dói e sofro toda vez ao falar da minha percepção.

Fé aqui é mato sempre teve em grande proporção.

Mas ela não desiste não.
Dificilmente a vejo chorar.
Aprendi a conversar com os olhos.
Eu sei tudo o que ela quer falar.

Eita menina guerreira.
A minha linda realeza.
Se existe nome próprio pra quem luta.
Para mim é o nome dela com certeza.

Ela um dia falou muito.
Hoje gesticula mais...
Ela um dia pulou muito.
Hoje não anda mais...
Desde cedo lutou muito.
Hoje ela luta muito mais...

Quando estou desfalecendo
Eu lembro.
Que a pessoa mais guerreira que eu conheço.
Mora comigo e todos os dias eu a vejo.

Aos 24 anos.

Dia 10/01/11.

Aqui das adversidades ninguém se esconde
Hoje eu a amo muito mais que ontem.

Somos guerreiros e lutadores.
Transformamos a dor em amor.
O choro no riso.
E para finalizar tudo isso.


Felicidades há você.

Pois eu sei que felicidade para você.
É tentar ao máximo Sobreviver.

Autor - André Vasconcelos

Felicidade em Sobreviver


Sobreviver com a Dor


O dia nublado o céu cinzento.
E lá vamos...
Provar o gosto amargo que foi dado a nós.

Foi sempre assim desde 1986.

Como uma rainha nasceu.
Diagnostico de nascença.
Doença rara (um a cada, um milhão).

Com ela aconteceu.

É raro e degenerativo.
Meu choro sempre foi interno.
Por pouco quase me despeço.

Nada de historia aqui isso é real.

Até os 12 anos.

Falava sorria pulava.
Existiam sim as dificuldades.
Até para as falas, mas não se calava.

Aos 15 anos.

Dificultosa coordenação motora.
Falava pouco, sorria pouco, já não pulava mais.

Aos 18 anos.

Sua amiga uma cadeira de rodas.
Doença rara até pouco tempo
Nada se sabia
Porem a piora gradativa
Por nos era vivida.

Aos 21 anos.

Já se faz muito tempo sem comer arroz...
Alimentação balanceada.
Creme de leite óleo canola e um mamão pra enganar.
Isso no almoço e no jantar.

Nada, além disso,
E nos olhos dela eu vejo
Que não para de lutar.

A distonia com a cadeira de rodas.
Começou a acompanhar.
Dor imensurável.
Minha alma chora e quer se calar.

A caminhada sempre foi longa.
Dói e sofro toda vez ao falar da minha percepção.

Fé aqui é mato sempre teve em grande proporção.

Mas ela não desiste não.
Dificilmente a vejo chorar.
Aprendi a conversar com os olhos.
Eu sei tudo o que ela quer falar.

Eita menina guerreira.
A minha linda realeza.
Se existe nome próprio pra quem luta.
Para mim é o nome dela com certeza.

Ela um dia falou muito.
Hoje gesticula mais...
Ela um dia pulou muito.
Hoje não anda mais...
Desde cedo lutou muito.
Hoje ela luta muito mais...

Quando estou desfalecendo
Eu lembro.
Que a pessoa mais guerreira que eu conheço.
Mora comigo e todos os dias eu a vejo.

Aos 24 anos.

Dia 10/01/11.

Aqui das adversidades ninguém se esconde
Hoje eu a amo muito mais que ontem.

Somos guerreiros e lutadores.
Transformamos a dor em amor.
O choro no riso.
E para finalizar tudo isso.


Felicidades há você.

Pois eu sei que felicidade para você.
É tentar ao máximo Sobreviver.

Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ela Morreu em Vida.

                 Ela Morreu em Vida  
Solange tinha uma vida pacata.
Sempre foi mimada
Apesar de suas poucas condições.
Pela família sempre foi bem tratada.

Solange sobreviveu, cresceu e se apaixonou.

Carlos era o nome do viciado em crack.
Por quem a Solange loucamente se entregou.
Já Carlos era adicto cruzado.
Desconhece como é viver sem droga.
Já nasceu com abstinência.
Fato gerado pelos pais, também drogados.

Solange com as dificuldades de se viver com um drogado
Arrumou um emprego.
Diga-se de passagem, que ela não tinha vicio...
Seu único vicio era Carlos.

E que vicio.

Carlos o dia inteiro se drogava bebia.
Era uma alucinado diário.
Enquanto Solange.
Cansada dessa paixão, que passados três anos só a maltratou.
Trabalhava a noite no chão de fabrica de uma empresa.

Voltando as seis da matina.
Encontra Carlos louco de droga e de ciúmes de Solange.
Ele queria saber por que ela esta tão arrumada.
Solange já não tinha alegria, mas ainda assim era linda.

Carlos não agüentou...

Espancou e estrupou a pessoa que mais o amou
Ele um traste, sempre foi...
Mas Solange o amava.
Estirada ao chão foi encontrada nua sangrando desacordada, num terreno baldio.
E o vadio se evadiu.
Quem foi a Puta que o Pariu...
Gritavam os moradores com fogo no pavio.

Solange apos essa situação
Seis meses se recuperando
Se entregou as drogas a bebidas
Quadro grave de depressão.
Deixou pais
Deixou todos.
Fora morar no calçadão.

Carlos foi espancado até a morte pela população da quebrada.
Solange depois de costelas e face quebrada.
A rua era seu abrigo.

Solange ao saber da morte de Carlos
Chorou de ódio.
Ódio de si própria.
Um dia ela amou o cara que a matou em vida.
Ela sem rumo e sem direção.
Foi achada pelos pais que a procuraram por longos dois anos.

Resolveu tomar uma decisão.
Hoje Solange também é adicta cruzada.
Acha que dificilmente terá solução.
Solange há cinco meses se internou...
Numa casa de Recuperação.

***Baseado em Fatos Reais***


Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 25 de junho de 2013

Desaparecido Eu




Desaparecido Eu




Era ainda bem novo.
Não sabia e nem conhecia a maldade.
Sempre fui bem receptivo.
Quando criança todo braço era um aconchego.
Não sabia e nem conhecia a maldade.

Minha mãe sempre tão dispersa.
Não acordou cedo e me acharam por uma fresta.
Eu sozinho ao sofá brincando.
Logo cedo bem cedinho.

Ela chegou sorrindo dizendo:
Vem cá menino.
Sem pestanejar eu sai correndo.
Era mais um braço para eu estar.

Não sabia e nem conhecia a maldade.

Fui levado de dentro da minha própria casa.
Em segundos e minha mãe nem viu.
A moça me levou
A viagem foi de navio.

Até ali estava com fome.
Saudade de minha mãe.
Sem conhecer essa saudade.
Mas ela me consome.

Descobri que era uma viagem sem volta.
Quando naquele, pais eu cheguei.
Num quarto escuro fecharam a porta.

Eu chorava muito me faltava o fôlego.
Com fome quase já era a própria morte.
Mas pra que me alongar...
Ninguém quase se importa com meu sumiço.
São mais de 200 mil no Brasil por ano de desaparecido.

Eu só fui mais um.
Sim fui.
Seqüestraram-me.
O trafico era de criança
Mas o que eles queriam mesmo eram meus órgãos.

E assim virei mais uma estatística.

Minha família nunca teve dinheiro.
Nunca tiveram influencia.
O estudo não existia.

Pobre tem que perder.
E ainda tem que agradecer.
Porque isso...
Porque logo com a gente isso veio a acontecer.
Perdi minha mãe...
Meu pai.
Minha família toda.

Alias minha mãe ainda me procura.
Achando que posso estar vivo.
Minha foto ta lá.
No quadro de desaparecidos.
Mas ninguém nem olha
É só mais uma foto.

Desculpe falar a verdade.
Não existe amor em nada. 
E sem amor...
Só existirão caras Maquiadas.

Autor - André Vasconcelos





terça-feira, 28 de maio de 2013

Tempo da Escuridão


                           Tempo da Escuridão


A lua que se repartiu.
O sol que não surgiu.
O vento que te pariu.
A mãe que nada viu...

Novamente ele...

Arruinou a confiança de todos.
Entrou naquele calabouço.
De bebidas cigarros e fumaças.
Entre outros.                                  

Olhou pra lua e repartiu.
Chegou o sol e assim a fumaça surgiu.
E a mãe que o pariu.
Cega de medo nada viu.

Ainda assim todos aguardavam...
Ele...

Que por menos...
Não tinha mais forças.
Pra daquela sala escura sair...

Sala escura da perdição.
Todos sabiam a direção.
Pediam a Deus uma solução.
Saia pra fora, e sairás da escuridão.

Ele decidiu...
Ouviu a voz dos que lhe amavam
A família só tinha uma solução.
Pedir a Deus com exatidão.

Deus o tirou da perdição.
Concedeu-lhe nova direção.
Somente Deus tinha essa solução
Sendo assim se findou...
O tempo da escuridão.



Autor  - André Vasconcelos  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

HorAção



   HorAção


Meu Deus, Deus meu, me guia.
E mostra em meio às dificuldades.
Uma Saída.

Para que eu possa me acalmar.
Esperar o tempo certo.
E não me precipitar...

Para me levantar.

E ver que a cama esta em lagrimas.
Mas as lagrimas não são em vão.
É minha suplica oh Deus, em sua direção.

Os dias de aflição.
Fizeram-me compreender.
Que o sorriso é para alegria
E a dor, realmente é pra Sofrer.

Falando assim é fácil entender...
O difícil é por em pratica.
Pra quem só sabe SobreViver.
Mil e uma historias trágicas.

De becos á calçadas.
Das ruas e estradas.
Das coisas da vida.
Mas peço a Deus pra que nada nos Aflija.

Meu Deus, Deus meu, me guia.
E mostra em meio às dificuldades.
Uma Saída.



Autor – André Vasconcelos