Poeta André Vasconcelos

Poeta André Vasconcelos
Mensageiro Natural de coisas Naturais

terça-feira, 23 de abril de 2013

Eles Vão em Vão.



        Eles Vão em Vão.

Vão dizer o que, se eu sinto.
Vão pensar o que, se eu faço.
Vão imaginar o embalo.
Eles vão preferi, ficar calado.

Não tem nada de engraçado.
No farol pedem um trocado.
Nas favelas clemência.
Nas calçadas do centro, dormência.

Vão dizer o que, se eu falo.
Vão pensar o que, se eu digo.
Vão correr porque, é só mais um descaso.
Na realidade só de ver, eles ficam embaraçados.

Oh meu Deus do céu.
Por aqui ninguém faz nada.
Vem governo sai governo.
Patifaria se arrasta.

Vem prefeito e sai prefeito.
Tudo na mais perfeita harmonia.
Eles dizem que é difícil concertar.
E deixa a conta pra Deus pagar...
Isso a alma perfura.
E ao fim do mandato.
Dizem que do povo Deus cuida.

A culpa é minha e sua.
Se ao fim do mês sua conta fina Nua.
Se Ganha pouco, Muito a se pagar.
Então vamos acordar...

Aqui ninguém insinua.
É terra de ninguém.
Ninguém quer se olhar...
É Dente por Dente...
Sendo assim.


"Banguelas vão ficar"



 

Autor – André Vasconcelos

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Razão - Direto da Alma.


Felicidades "Ligia Vasconcelos" a Razão e a Mulher da minha Vida.                         


 RAZÃO

Viver da minha razão
Razão do meu viver.
O fruto mais doce que provei.
A lua mais cheia que avistei.

Nas profundezas de um mar qualquer...
Tu me achaste...
E me fez, reNascer reViver.
Fez-me entender.
Fez-se meu querer.

Era apenas um.
Hoje somos nós.
Era triste.
Felizes somos todos nós.

Do amor eu tiro um te amo.
Desse te amo te peço desculpas.
Desculpas pelo que não pude lhe dar...
Que às vezes deixei faltar.
Desculpas por não ser mais.
Perto de você me sinto um mais ou menos.

Mas também sei.
Que é recíproco esse amor.
Amor teu amor que me encorajou.
Do seu amor o meu amor desejou.
Do seu desejo com o meu desejo, desencadeou.

A vida inteira que a vida nos proporcionou.
É a minha vida inteira que você eternizou.
É a minha sem graça vida que você estimulou.
Obrigado desde agora desde antes.
Agradecido o hoje e um também tempo distante.

Minha razão, união compaixão e cuidado.
Razão minha, é de sempre estar ao seu lado....

Mais uma vez Obrigado... 

                AMO-TE.


                     Para Ligia Bens
                      Ligia
            PARA.......BENS...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Desigual

    Desigual...

A alma pesou no corpo.
O corpo pediu socorro.
Mas não existiu.
Aquele que dissesse...
Eu te ouço...

Uma forma inveterada.
De uma solução bem maltratada.
De um riso ou um toque, sem causa.

É a voz em conflito com a alma
Uma grita e a outra pede calma.
É o engano do despertar.
A gente silencia e o outro quer falar.

Quando preciso.
Dizem...
Não ouço.
Quando precisam
Sou o socorro.

É o jogo desigual...
E que tanto acha natural.
Que são seres vivos...
Porem faz-se
Irracional...



Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lembrei...




                    Lembrei

É uma tristeza que não tem medida
É ter fome e não ter comida
É a dor forte de uma infinita ferida.

É deixar de respirar mesmo respirando
É tentar olhar mesmo sem estar enxergando

É o sentimento de perda.
Incomparável, perceba.
É esquecer que você existe
E só lembra-se de quem se foi.
É viver o antes nunca mais o depois

É falar com quem não esta perto de você.
É sentir quem não pode responder
É lembrar todos os dias
O que nunca se permitiu esquecer.

É o verso do inverso eu confesso.
Nesse gesto eu te peço e me congelo.
Sua ida infinita dessa vida.
Não consola essa minha triste vida

Incorpora o sofrimento desde o dia.
Que a vida não me deu guarida.
Levou se foi...
Deixou negou...
E aqui estou...

Novamente relembrando
De quem sempre me amou...

Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 12 de março de 2013

O Preço da Sobrevivência




                           O Preço da Sobrevivência.


Preciso pagar a conta de luz.
Falta pagar a conta de água.
O gás ta acabando.
A mistura já acabou.

Temos um litro de óleo
E um pacote de macarrão.
Mas não tem molho de tomate.
Sal tem pouco tem que usar moderado.

A internet já cortou.
O telefone bloqueou.
Até a passagem do ônibus acabou.
Oh cobrador... Posso passar por baixo.
Faz favor...

Tem o boleto do televisor...
Que a enchente de dentro de casa levou...

Pedi a Deus eu já desisti.
Por aqui não existem milagres.
Tem que trabalhar e reconstruir.

Trabalho.
Com ou sem...
Só sei que aqui, Deus é uma nota de cem.

Compram-se bens.
Pagam-se dividas.
Faça o que quiser.
Só a alma não tem preço
Não pode cogitar ser vendida.








A Situação de Muitos nesse Mundo Loko.


Autor – André Vasconcelos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ReNasCer




          Renascer

Um Lastro, Um Laço, Um Rastro.
Um Contraste.
Encobertando um Traste
Havia a Pilastra.

Que tudo isso passe.
E que deixe o ambiente perfumado.
Porque o rastro deixado.
Tem deixado o coração bem maltrato.

Peço ao traste idealizado.
Nunca fui tão conformado.
Vê se fica de lado.
Se não receberás o que merece
Eis que aqui, contem um sentimento revoltado.

Chegou à hora se prepare.
Ninguém que ninguém suportasse.
Não há quem revidasse.
Sentimento caído.
Agora erguido como um guindaste.

Hei senhora do desamor...
Que nunca ouviu Namor...
Com o amor pouco se importou.
Desse seu jeito nada se entusiasmou.
Não se importou você ainda não se encontrou.

Sentimento apresentado.
Aquele que você sempre desprezou.



Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Livre Presos



                      Livres Presos


Todos presos se achando livres.
Já parou pra pensar nesses índices.
Somos prisioneiros de tanta coisa
Principalmente dinheiro e desaconchego.

Preso por carteira assinada.
Preso dentro de nossas próprias casas.
Preso a TV que anda poluindo e matando você sem vê.

Todos presos se achando livres.

Horário para entrar.
Também tem hora pra sair.
O ônibus tem hora certa.
Se perder não dá pra insistir.

Horário pra comer.
Tem que ficar.
Se passar da hora.
A comida vai esfriar.

Tem até horário pra dormir.
Não pode ficar até tarde na rua.
Se der o horário eles trancam a porta
E você dorme a luz da lua.

Ai terá horário pra voltar.
É como uma bola de neve.
É assim muito simples..

Todos nós presos e nos achando livres.



Autor – André Vasconcelos

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Despertar!!!












Seu Despertar!

Um velho encosto e o prometer do seu amor.
Passa lá em casa pra me ver.
Sentar ao redor da nossa mesa
Pra que eu possa lhe dizer...

Que os lustres da sala já não tem o mesmo brilho
Eles já não reluzem tua face.
Percebeu?
Aquela foto de geladeira juntos tambem se perdeu
Eu quero ter mais.

Passa lá em casa pra me ver...

Rever o que apagou com sua distancia
Eu não sei se dará certo ficar
Ficar longe dos teus olhos
Que me fala como um punhal de amor no Silencio.

Sim...
Seu amor...
Transpassou minha alma.
Aquela Palavra ferida.
É como se por horas ficasse batendo palmas.

Eu quero ter mais com você.

A sua ausencia
É minha falencia
Você sem complacência
Doi o coração e suas desavenças.

Na geladeira tem cerveja
E que assim seja.
Mas saiba que seu amor é sentença
Ao fim, não sei dizer se ele decreta e assim sendo
Vença....

Passa lá em casa para sentir...

O que sempre te falei.
Foi... eu fiz.
Mesmo não reconhecendo a dor que acumulou

Passa lá em casa pra me ter...

E diz que houve mudanças
Fim da linha
Eu não sei.

Mas diz...

Que só veio pra me ver.
Que passou só pra me ter.
Porque se assim não for
Não haverá sentimento retribuido
Aí...

               Eu não vou querer....

Que...
             Você  
                            Passe lá em casa pra me ver...

Autor - André Vasconcelos

*Inspirado na musica de Rodrigo Ramos
https://www.youtube.com/watch?v=pcIJxNn1VTw









domingo, 23 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS AMIGOS



BOAS FESTAS AMIGOS

Boas festas...

Cada um olhando seu próprio umbigo.
E vamos comemorar...
Nos afogar em meio às privadas
De tanto beber, quem sabe vomitar...

Mas não tem nada não...
É festa.
É comunhão.
É cinismo
É ingratidão.

Mas que nada.

As festas vêm
Para que possamos esquecer...
Das falcatruas recebidas.
Das falsidades adquiridas.
Então esquece
É festa...
Ano que vem começa de novo.

Aproveite o amigo secreto.
E revele seu inimigo.
Na troca de presentes.
Presenteia sorrindo.
Dizendo tudo de bom
Mas guardando sua opinião.

Falsifique seu sentimento também.

Afinal é FESTA...
Pode-se tudo...
Vamos gastar tudo que temos.
Pra festa bombar...
Encher a casa parecendo um bar.

Mas é festa pode-se tudo.
Vamos confraternizar
Abraçar quem nem nos olha.
Pra festa melhorar...

É festa
E na festa esquecemos de tudo.
Pra uns, peru.
Pra outros, frango.
Ninguém se cuidando.
Não importa.
Estamos gastando

Afinal é festa...
do FIM do ano.

BOAS FESTAS...
Autor - André Vasconcelos

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Água

         Água

Água pra beber...
Água pra se banhar...
Onde encontrar sujeira
Joga água pra lavar.

Dizem que água limpa tudo.
Lavou ta novo.
Isso pra muitos...

Água pra hidratar
Pra tirar o perfume.
Quem sabe o azedume.

Só não pense.
Que água limpa tudo.
Coisas do seu obscuro profundo
Atitudes indigestas.
Água infectada.

Cuidado...
Água limpa.
“E quase tudo lava”.
Só fique esperto com uma coisa.
Alma não pode ser lavada.




Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Simples Cidade





   Simples Cidade


Eu só não posso e não vou desistir.
Eu só não quero deixar eu vou insistir.
Eu peço sinta meus versos.
Que lhe faço em ação.
Coisas do coração.

Tudo muito simples.
Como jamais sentiu.
O simples hoje já é uma superação.

Tentam mudar.
Modificam o lugar.
Não sabem mais o que pensam.
Perdidos devem estar.

É tanta pirueta na vida.
Sem maldade
Que se esquecem da simplicidade.

Eu não.
Não vou me oprimir.
Por trazer a realidade.
Bem mais perto de mim.

Isso trás tudo meio simples.
Isso deixa tudo mais simples.
Eu não gosto de extravagâncias.
Eu prefiro a alma pura sem ganância.

Eu sou mais o simples.
Onde o sentimento avança.
E nunca trás arrogância.
Não busca ignorância.

É assim viver simples
No país da intolerância.



Autor – André Vasconcelos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cicatriz


           Cicatriz.

Eu não vim brincar.
Fui só mostrar.
Que a atitude pode nos levar.
Ao esconderijo.
Onde nunca pensou estar.

É serio sem questionar.
É verdade.
Pra quem precisar.

É olho por olho
Sem colheita.
Sem semente.
Se tu mente não veja.

É a pedra atirada por sobre a mesa.
É a fome de voz calada sem sobremesa.
É a solidão sobre a tristeza.

É pedra sobre pedra.
Uns titulam atitude indigesta.
Misture tudo e jogue o lixo na cesta.

Não pra se omitir.
Mas pra construir.
Se me deixei por fora.
Eis me aqui.

Passam se os tempos.
Chegam novas idades.
Mas eu não tenho simpatia por vaidade.
Onde há multidão
Há vários covardes.

Pra terminar sem alarde.
Estou seguindo.
Sincero sim.
É a verdade enfim.
A poesia me fez.
Respeitar o ser humano
Assim.


Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Uma Visão










    Uma Visão

Meus olhos ao fundo dos seus olhos.
Uma analise do que meu sentimento queria.
Eu te quero e você me querendo.
É claro que me teria.

Um olhar um estigma.
Sentimento bom, nostalgia.
Eu tentei, mas o coração não esvazia.

É você a razão desses olhos que se ligam.
Que se olham, derramam.
Olhos que me intrigam.

Olhos que me dão saída.
Que te deixa destemida.
Como uma flor é sempre bem vinda.

Olhos que me dão a direção.
Renasce e fortalece, forte como um trovão.
Olhos de gratidão.

Deitar-te aos meus braços.
Aconchegar-te em meus laços.
Aos seus olhos deixando-a nua
É o que faço.

E pra centralizar a retina.
Mansamente despi-la.
Nessa ação não há quem finja.

E pra trazer teus olhos pra minha vida.
Desfiz o embaraço.
Descansei meu cansaço
Depositado em ti meu regaço.

Aos seus olhos,
Mando esse recado.

Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Tok de Recolher




              Recolhe seu Tudo ( Tok de Recolher )

Agora é tok de recolher
Junta toda sua vida chega cedo em casa
É tok de recolher.

Ai você fica vendo a guerra pela tv.
E perceba que preso é pra toda vida
Deu pra entender...

Esse final de semana mesmo.
Bandidos rendidos mão na cabeça.
E cara no chão.
O policial chega da seis tiros pelas costas.
E um tiro para o alto.
Menos três em fuga no asfalto

De repente uma bala achada encontra você.
Até porque bala perdida não acha ninguém.
Mas eu não posso chegar tarde em casa.

E a faculdade.
E se for beber com os amigos.
Será que encontrarei algum covarde.

Será que a hora de chegar será tarde?

É tok de recolher.

A policia diz que é bandido.
O bandido só manda avisar.
A policia chega matando
Sem perguntar...
Ai eu pergunto:
Em quem confiar...

Sei que no meio de tudo isso.
Estou Eu, está você.

Estou aproveitando e recolhendo esse parecer.
Que não existe tarde e nem cedo o que eles querem.
É prender você.

Com esse sei lá quem impôs.
tok de recolher.



Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Inflamou





INFLAMOU...
A realidade que poderia ser de todos nós.

                    
...
Fizeram o chamado e eu estava á postos.
Preparado quem sabe.
Sofrimento ao extremo causa estrago.
Sentimentos expostos.

Vendi, mas não sou vendedor.
Partir, mas não sou de fugi.
Desesperei, não tenho uma pá por mim.
A vida é assim.
Estou sozin

Deixar...
Só se passar por cima de mim.
Tem que ta armando.
Sem arma não vencerá assim.

Mas se ta desacreditando pode vim.
Não passo pano nem faço bolin.
A palavra é incompleta, mas a atitude é na reta.
Enfim se quiser é assim.

Quando amanhece você percebe que não chegou no fim.
Mas corre porque o tempo não espera é mesmo enfim.

Me chamou e eu estou aqui.
Se é fita feita no maximo dois
Não irão reagir.

Eu por fim quero minha parte.
E não hei de dividir com ninguém.
Chegou à hora
Não apavora
É agora
Que assim seja.
Amém e pólvora.

Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mudar.

           Mudar

É preciso mudar.
Refazer algumas coisas.
Encarar...

É necessário subverter.
Alguns pensamentos.
Para mente entreter.

Não dá mais para esperar.
O tempo é curto.
Precisamos mudar.

Mudar para quem sabe encontrar.
Algo que esteja longe.
O que esteja fora do lugar.

Mudar.
Encontrar.
Um lugar.
Para solucionar.
Esse penar...

Se faz necessário entender.
Que o riso que encobre.
Esconde um sofrer.

Ninguém consegue prever...

Num só olhar...
Em um só dizer...
Mudar...

Não necessariamente só mudar.
Porem ao menos repensar.
Se existe algo que possamos modificar.

Entender que se necessário for...

Mudar para reViVer...


Autor - André Vasconcelos