Poeta André Vasconcelos

Poeta André Vasconcelos
Mensageiro Natural de coisas Naturais

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cicatriz


           Cicatriz.

Eu não vim brincar.
Fui só mostrar.
Que a atitude pode nos levar.
Ao esconderijo.
Onde nunca pensou estar.

É serio sem questionar.
É verdade.
Pra quem precisar.

É olho por olho
Sem colheita.
Sem semente.
Se tu mente não veja.

É a pedra atirada por sobre a mesa.
É a fome de voz calada sem sobremesa.
É a solidão sobre a tristeza.

É pedra sobre pedra.
Uns titulam atitude indigesta.
Misture tudo e jogue o lixo na cesta.

Não pra se omitir.
Mas pra construir.
Se me deixei por fora.
Eis me aqui.

Passam se os tempos.
Chegam novas idades.
Mas eu não tenho simpatia por vaidade.
Onde há multidão
Há vários covardes.

Pra terminar sem alarde.
Estou seguindo.
Sincero sim.
É a verdade enfim.
A poesia me fez.
Respeitar o ser humano
Assim.


Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Uma Visão










    Uma Visão

Meus olhos ao fundo dos seus olhos.
Uma analise do que meu sentimento queria.
Eu te quero e você me querendo.
É claro que me teria.

Um olhar um estigma.
Sentimento bom, nostalgia.
Eu tentei, mas o coração não esvazia.

É você a razão desses olhos que se ligam.
Que se olham, derramam.
Olhos que me intrigam.

Olhos que me dão saída.
Que te deixa destemida.
Como uma flor é sempre bem vinda.

Olhos que me dão a direção.
Renasce e fortalece, forte como um trovão.
Olhos de gratidão.

Deitar-te aos meus braços.
Aconchegar-te em meus laços.
Aos seus olhos deixando-a nua
É o que faço.

E pra centralizar a retina.
Mansamente despi-la.
Nessa ação não há quem finja.

E pra trazer teus olhos pra minha vida.
Desfiz o embaraço.
Descansei meu cansaço
Depositado em ti meu regaço.

Aos seus olhos,
Mando esse recado.

Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Tok de Recolher




              Recolhe seu Tudo ( Tok de Recolher )

Agora é tok de recolher
Junta toda sua vida chega cedo em casa
É tok de recolher.

Ai você fica vendo a guerra pela tv.
E perceba que preso é pra toda vida
Deu pra entender...

Esse final de semana mesmo.
Bandidos rendidos mão na cabeça.
E cara no chão.
O policial chega da seis tiros pelas costas.
E um tiro para o alto.
Menos três em fuga no asfalto

De repente uma bala achada encontra você.
Até porque bala perdida não acha ninguém.
Mas eu não posso chegar tarde em casa.

E a faculdade.
E se for beber com os amigos.
Será que encontrarei algum covarde.

Será que a hora de chegar será tarde?

É tok de recolher.

A policia diz que é bandido.
O bandido só manda avisar.
A policia chega matando
Sem perguntar...
Ai eu pergunto:
Em quem confiar...

Sei que no meio de tudo isso.
Estou Eu, está você.

Estou aproveitando e recolhendo esse parecer.
Que não existe tarde e nem cedo o que eles querem.
É prender você.

Com esse sei lá quem impôs.
tok de recolher.



Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Inflamou





INFLAMOU...
A realidade que poderia ser de todos nós.

                    
...
Fizeram o chamado e eu estava á postos.
Preparado quem sabe.
Sofrimento ao extremo causa estrago.
Sentimentos expostos.

Vendi, mas não sou vendedor.
Partir, mas não sou de fugi.
Desesperei, não tenho uma pá por mim.
A vida é assim.
Estou sozin

Deixar...
Só se passar por cima de mim.
Tem que ta armando.
Sem arma não vencerá assim.

Mas se ta desacreditando pode vim.
Não passo pano nem faço bolin.
A palavra é incompleta, mas a atitude é na reta.
Enfim se quiser é assim.

Quando amanhece você percebe que não chegou no fim.
Mas corre porque o tempo não espera é mesmo enfim.

Me chamou e eu estou aqui.
Se é fita feita no maximo dois
Não irão reagir.

Eu por fim quero minha parte.
E não hei de dividir com ninguém.
Chegou à hora
Não apavora
É agora
Que assim seja.
Amém e pólvora.

Autor - André Vasconcelos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mudar.

           Mudar

É preciso mudar.
Refazer algumas coisas.
Encarar...

É necessário subverter.
Alguns pensamentos.
Para mente entreter.

Não dá mais para esperar.
O tempo é curto.
Precisamos mudar.

Mudar para quem sabe encontrar.
Algo que esteja longe.
O que esteja fora do lugar.

Mudar.
Encontrar.
Um lugar.
Para solucionar.
Esse penar...

Se faz necessário entender.
Que o riso que encobre.
Esconde um sofrer.

Ninguém consegue prever...

Num só olhar...
Em um só dizer...
Mudar...

Não necessariamente só mudar.
Porem ao menos repensar.
Se existe algo que possamos modificar.

Entender que se necessário for...

Mudar para reViVer...


Autor - André Vasconcelos

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dona Ana.




                         Dona Ana

Dona Ana começa o dia...
Acorda cedo pra alimentar seu rebento
Café bolacha manteiga nem todo dia tem ceia.
Mas ela permanece firme.
Sua fé intacta.
Despede-se do filho que vai para escola.
Às vezes ele engana e cabula aula.
Mas a maioria das vezes a desculpa nem cola.
Pensativa lava a louça.
Com todas dificuldades possíveis.
Sem palha de aço Dona Ana é só no improviso.
É o dia inteiro enquanto ele não chega.
Dona Ana fica pensando no filho.
Depois da louça...
Agora é a roupa.
E esfrega freneticamente, em um instante.
Encherá o tanque.
Logo após terminar de arrumar a casa.
Fazer o almoço.
Pra quando seu filho da escola chegar.
Na contramão esta Vinicius
Filho de Dona Ana.
Cabulou mais uma vez na escola.
E dessa vez não terá volta.
Foi pego por policiais Fumando.
Os fardados o levaram
Dizendo que Vinicius estava armado.
À ponta pé foi jogado.
E os fardados que nunca tiveram conduta.
Matagal dois tiros na nuca.
Adeus Vinicius.
Talvez...
Estava no lugar errado na hora errado.
Mas os covardes são mesmos.
Que já tem cinco processos pelo mesmo atentado.
Policiais safados...
Quem sobrou nessa historia.
Dona Ana que já não come e nem bebe.
Não lava louça e nem roupa.
Nem limpa mais nada, só fica no quarto.
Pensando no que fizeram com o seu filho.
Na missa de sétimo dia.
Dona Ana não agüentou de tristeza.
E teve um fulminante infarto.

Vinicius na contramão da vida.
Os fardados na contramão do que Devia.
E dona Ana essa não tem culpa de nada.

Um filho adolescente...
E uma policia sem escrúpulos e sem alma.

Dona Ana Dona Ana...
Essa não teve culpa de nada...


Autor André Vasconcelos

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eis Me Aqui



                          Eis me Aqui

Eis me aqui.
Um sonhador.
Quem me vê.
Não diz o que sou.

Sou um sonho inacabado.
Sou coração dilacerado.
Sou peito aberto maltratado.
Um segurança investigado.

Sou um ninguém de alguém.
Sou ferida aberta também.
Quem sabe a solução.
Para o seu profundo desdém.

Eis me aqui.
Um sonhador.
Quem me viu ontem.
Não sabe quem eu sou.

Sou a voz do destemido.
Às vezes a voz do excluído.
Eu uso o silencio do reprimido.
Pra trazer a voz de um ser bem vindo.

Eis me aqui
Um sonhador.
Quem me viu chorar.
Imaginará como eu sou.

Sou um riso qualquer.
Sou força pra te por de pé.
Sou quem às vezes desacredita.
Mas em você deposita fé.

Sou um poeta qualquer.
Que faz do sentimento.
Como uma conquista de uma mulher.

Sou versos, sou poema sou nostalgia.
Sou sua disritmia.
Sou Poesia
Sou só um sonhador.
Em plena harmonia.



Autor – André Vasconcelos

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

É Fogo



A Intenção é Fogo...

Eu vi
Ta pegando Fogo.
Fogo, fogo.
Dentro das casas.
Do nosso povo.

Fogo nas favelas.
Fogo nas vielas.
É tudo de madeira.
Será essa a causa.
Ou estão falando asneiras.

É fogo de desespero.
Fogo de medo.
Então se afoga no luxo.
E o povo intitulado burro.
Vai morrendo e sofrendo.
E sempre foi e é apenas um numero.

É fogo de desprezo.
É fogo por estar à margem.
É fogo muito fogo.
Nas manchetes a culpa é do povo.
E continua a imensa dor.
Dizem que é culpa do morador.

Morador sem moradia.
Cidadão sem cidadania.
Barracos sem estruturas.
Luz artigo de luxo.
O banheiro é em comum.
Comum pra todo mundo.

É fogo essa desigualdade.
É fogo, um fogo covarde.
É fogo nos Compensado do povo.
É fogo na estrutura.
Não sobrará coisa alguma

É fogo clandestino.
Culpados escondidos.
É fogo e um mau clima.
O que sempre sobra para o povo.
Depois da queima...

As cinzas...

Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Oração




                        Oração

Oh deus o que faço por aqui.
Tem gente matando gente.
Sem saber pra onde ir.

Oh deus...
Eles não se entendem.
Só querem usurpar.
Destrói a tudo.
E depois eu que sou o confuso.

Oh deus.
O dinheiro é soberano.
Para lavagem de dinheiro.
Tem gente passando um pano.

Ah deus.
O que eles querem com isso.
Foda-se o próximo.
O importante é o que tenho vivido.

Ah deus.
Eles andam perdidos.
E por minha vez.
Sinto-me sem sentido.
Um alienígena.
Fora de seu habitar
Um indígena sem cocar.

Adeus.
Por aqui eu me despeço.
Esse cotidiano indigesto.
Esse dia-a-dia. Infecto.

Adeus...
To de partida.
Não me venha com aquelas noticias.
Que um pai matou toda sua família.

Adeus...
Pra maioria barriga grande é lombriga.
Os pobres comem água com farinha.
É Deus nos gueto...
De chinelo e bermudão.
Um só...
Vigiando a multidão.
Nesse eterno preconceito.

Adeus, adeus.
Ah Deus, que o ser humano encontrem um jeito.
Entre a Sobrevivência e o desespero.

Autor – André Vasconcelos

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Véspera de Feriado.



Véspera.


Véspera de um dia qualquer.
Antecedência do momento que vier...
Véspera de talvez um sonho.
Após isso, borbulhas de um sentimento qualquer.

É véspera de uma vontade.
Inicio de uma nova bondade.
Começo meio e fim, uma trindade.

É uma véspera qualquer.
Do bem ou mal me quer.
Incluindo tudo o que puder...

Porem esqueçamos.
É uma véspera de conduta.
É tão pouco no máximo uma.
É á somatório ou uma conta burra.

A véspera é sua.
Aproveite é só a ultima.
Dia após dia.
E a véspera nos segura.

É apenas a véspera de um sonhador.
Entre palavras desencontradas.
Formas não convencionais.
Rimas de jornais.

Mas são apenas as vozes dizendo.
É véspera porem já é tão tarde.
Foi ontem
É hoje à tarde.
Portão fechado.


Véspera de Feriado.


Autor – André Vasconcelos

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cúmplices



       Cúmplices

Não vão embora.
Força e calma.
Se preciso for, revigora.

Não deixe de tentar...
Continue insistindo
Conte comigo o quanto precisar...

Vamos não esmoreça.
A guerra é árdua.
Lute e vença.

Acredite.
Seja feliz, mas antes disso.
Tenha saúde.
Isso sim é o inicio.
Há plenitude.

Confia em mim.
Sou bastante realista, mas fiel enfim.

Sorria quando for chorar...
Chore se preciso for.
Em tudo isso vice e versa.
Faça o que quiser por amor.

Não vá embora, mas se for...
Sem problemas, muita calma.
Sua amizade por mim já foi guardada.

Onde eu guardo todos aqueles que me fizeram
Refletir, sorrir me emocionar por isso.
Caso se distancie eu peço calma.
Pois vocês já estão com lugar garantido.
Na Alma.

Autor – André Vasconcelos

domingo, 22 de julho de 2012

1990


 Ele

Eu nem conseguia enxergar o alto do balcão.
Meu pai dava risada,
E dizia:
Pega o banquinho filhão.

Eu feliz em ser útil ao meu herói.
Ele, feliz por ter seu filho junto dele.
Eu aprendendo a ser homem desde cedo.

O tempo passando como um raio.
Nos campos de futebol com ele.
Era Fênix, também o Meia Boca da qual sou um dos fundadores.
Também o pavilhão Nove, onde parei de jogar.

Eu ele e o nosso boteco.
Onde tirávamos o sustendo do lar.

Feliz sempre foi...
Um brincalhão, amante da boemia.
Bilhar, dominó aqui no campanário.
Foi o melhor.

Eita esse meu velho me deu muita satisfação.
Palmeirense ate o osso.
Nunca morremos de desgosto.
Saudosa década de 90.
Onde todo domingo me levava ao jogo.

Mais tudo isso parece tão pouco né.
Mas não.
Era tomando conta do boteco.
Hora nos campos de futebol.
Nos campeonatos de várzea, levantamos varias taças.
No boteco elas eram mostradas e guardadas.

Saudosa lembrança.

Do nosso boteco, das nossas viagens com os times.
Das nossas conversas.
Só não sinto saudade de você meu velho.
Pois, saudades só sentimos de quem se foi...
E você ta vivão.
Na minha vida e no coração

Saudoso Guerreiro Alemão
              
Autor – André Vasconcelos






segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Carta




A Carta

É como se eu nunca houvesse esperado.
Deixo pra você bem claro.
Nem todo sentimento ficou de lado.
Só foi a esperança que me roubaram.

Talvez tenha achado.
Que meu mundo ficou parado.
Mas não...

Só não quero mais...

Seu desdém.
Seu negativismo.
É todo seu...
Esse seu Eu.

É como se tivesse despertado.
De um sono mal terminado.
Do lúdico que me prendia.
Da realidade que me consumia.

Só não quero mais...

Ter a responsabilidade de lhe acordar.
Ter só vontade e esquecer de lutar.
Ter esperança no que já se foi.
Ter pouco sentimento e não se importar com o Depois...

É como se eu soubesse.
Que a vida te deixa de lado
Quando você esquece do seu legado.
Há você que nunca foi somente um retrato falado.

Só não quero ver você...

Sem ter oportunidades...
Sem Sorrir quando querem te fazer chorar
Sem Tentar e não só tentar ,fazer acontecer
Conseguir e mostrar que a vitória não te contaminará.
Sem Sonhar, realizar e manter a essência.

Essa é a vitória
Porque é necessário um sentido pra que você vença
E faça historia.
                   
                   Autor – André Vasconcelos