Poeta André Vasconcelos
Mensageiro Natural de coisas Naturais
quarta-feira, 29 de junho de 2011
DOAÇÃO DE SANGUE
sábado, 18 de junho de 2011
Não Me Vendo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011
Educa & Ação

sábado, 4 de junho de 2011
O Limite
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Aos Amigos (A Carta )
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Temos Direito

Temos Direito
Eu queria sorrir e sempre me impediam.
Nas ruas preconceitos aconteciam.
Eu senti de todas as formas e lugares.
A cada sonho uma desilusão pra concretizar.
Se fosse de ônibus era para assaltar.
Se estivesse de carro o delito estava a se consumar.
E se andasse só na rua, outros meliantes, eles ficavam a procurar.
Nunca tive a paz que tanto procurei.
Sempre fui assim e nunca mesmo rejeitei.
Porem ninguém perguntava se um dia eu sonhei.
Na saída da escola era briga todo dia,mas relutei.
Sempre falavam de mim, pois o silencio sempre foi meu amigo.
Em multidão nunca andei, sempre fui alvo dos “dentro da lei..”
Tomando um vinho na calçada era um foragido.
Se entrasse para casa, estava fugindo.
Se intacto ficava a eles me perguntavam, esta fingindo?
Mas no bairro quando era preciso de um deles.
Cadê? Ninguém achou...
Era um matando o outro, terra de ninguém...
E se é assim a lei, cada um por si, quem puder pode atirar...
Atire e não se preocupe com o que virá.
É terra de ninguém dos “Dentro da Lei”
O premio por uma chacina aqui é uma 12 e fama de rei.
Porem não quero eu nem saber dos “Dentro da Lei”
Eu sigo no silencio dos fora da lei.
Aqui não se pode é Vacilar tem que honrar a família, sem mentira,
Tem que lutar, você que acha que não sei...
Não vai pra grupo dos “Dentro da Lei”
André Luis
Fazer Direito
Eu queria sorrir e sempre me impediam.
Nas ruas preconceitos aconteciam.
Eu senti de todas as formas e lugares.
A cada sonho uma desilusão pra concretizar.
Se fosse de ônibus era para assaltar.
Se estivesse de carro o delito estava a se consumar.
E se andasse só na rua, outros meliantes, eles ficavam a procurar.
Nunca tive a paz que tanto procurei.
Sempre fui assim e nunca mesmo rejeitei.
Porem ninguém perguntava se um dia eu sonhei.
Na saída da escola era briga todo dia,mas relutei.
Sempre falavam de mim, pois o silencio sempre foi meu amigo.
Em multidão nunca andei, sempre fui alvo dos “dentro da lei..”
Tomando um vinho na calçada era um foragido.
Se entrasse para casa, estava fugindo.
Se intacto ficava a eles me perguntavam, esta fingindo?
Mas no bairro quando era preciso de um deles.
Cadê? Ninguém achou...
Era um matando o outro, terra de ninguém...
E se é assim a lei, cada um por si, quem puder pode atirar...
Atire e não se preocupe com o que virá.
É terra de ninguém dos “Dentro da Lei”
O premio por uma chacina aqui é uma 12 e fama de rei.
Porem não quero eu nem saber dos “Dentro da Lei”
Eu sigo no silencio dos fora da lei.
Aqui não se pode é Vacilar tem que honrar a família, sem mentira, tem que lutar.
Você que acha que não sei...
Não vai pra grupo dos “Dentro da Lei”
André Luis
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terça-feira, 26 de abril de 2011
O Hoje MORRE Amanhã

O Hoje MORRE Amanhã
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Você Mentiu

Você Mentiu
Ninguém conseguiu se programar.
Aquele dia foi triste céu nublado, tempo feio.
Ate parecia que não iria ser assim.
Você se consome e assim não dá
E adormece quando é pra acordar.
Jura que se cuidou...
Que nunca recusou...
Que anda bem certinha
Do jeito que o rei mandou...
Mas o tempo nos trouxe explicação.
Sempre mentiu, afirmando precaução.
E agora nos mostra preocupação.
O que ta feito, ta feito.
Você que mentiu e abusou.
Diz que foi vacilo
E que varias vezes recusou.
O povo vê e não quer crer.
Você esta morrendo sem perceber.
Utilizou do artifício agora paga pra ver.
Tantos lhe avisaram que iria se dar mal.
Você usou abusou, utilizou agora é real.
Quem te quis já não quer mais.
Tudo aquilo que foi teu, você perdeu.
Foi avisado conversado e você se corrompeu.
Foi assinado, foi lavrado e ate sacramentado.
Foi pensado e você se contorceu.
Que faria mesmo, que o problema era seu.
Agora tome as conseqüências.
Você vai ficar sozinho.
Quem assina uma mentira.
É que só anda em desalinho
Você usou não se importou.
Não previu.
A verdade é Vida
E a morte há, pra quem mentiu
André Luis
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Anatomia da Dor
As mãos não acenam mais.
O coração ainda pulsa.
Calafrios a muito não sentia.
Na alma o medo
No medo a proposta.
A dor da alma que chora.
Os meus braços já não te acalantam
Os meus olhos já não brilham
Por sua falta meu corpo se esconde, fica de canto.
Não procuro por você.
Tente me entender.
Foram tantas idas
E você nunca a perceber.
Que meu coração palpitava.
Pressentia a sua chegada
Você chagava e não me olhava.
Minhas pernas bambeavam
As mãos transpiravam.
As falas desnorteavam
Os olhos retratavam
A voz de tanto gritar se calou.
Aquele sentimento tão bonito
E agora nem sei quem sou
Seria muito fácil transpassar.
Essa dor que insiste em maltratar.
Vem magoa quando passa sem me olhar
Resumo dessa anatomia sangrando.
“Sorrir quando tudo em nós esta chorando.”
Não se sente amor quando somente um está implorando.
Isso é se humilhar e no amor o sentimento é mutuo.
quinta-feira, 24 de março de 2011
A Rua do Menino

Corre menino,
Pode brincar
Pião bolinha de gude,bola pra jogar.
Vai menino...
Aqui ninguém te ilude.
Todos falam a verdade.
Mesmo sentindo um amargo que arde...
Vai menino..
vai menino Rude.
Pode gritar menino...
Ninguém vai te repreender
Aqui diga sempre a verdade
E perceba o som que vai fazer.
Vai menino...
Sobe a escada e se quiser depois desce.
E depois de correr se despeça não esquece.
Se cair levante nunca fique ao chão.
E se acaso cair levante novamente. Porque não.
Vai menino vai...
Vai procurar onde dormir
A noite aqui e congelante.
E o mal pode surgir
Vem menino ou vai...
A liberdade é toda tua
Aqui onde vivemos cada qual toma conta da sua.
Corre menino...
Você pode ate chorar.
Mas que passe logo
Rápido precisa se recuperar...
A noite já esta chegando
E você precisa se achar.
Bebidas agressão prostituição
Eu sei foi difícil ficar.
Mas agora esta livre , pra fazer o que quiser.
A rua é sua e o mundo é seu
Porque aqui ninguém te acolheu
Vai menino ou vem...
Aqui é cada um por si
Você está só e eu também.
Quem sabe amanhã ao acordar.
Seja onde for ,seja em qualquer lugar.
Voltemos a nos encontrar...
Mas vai menino...
Ou vem pra cá...
Nas esquinas da cidade...
Todos nós somos indignos...
E se eles me consideram um bandido por não ter onde morar.
Eu nomeio o governo covarde omisso e sem escrúpulos
Mas...
Resista menino
Para sobreviver você tem que agüentar
Porque aqui na rua, não adianta chorar.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Mulher - (Todas em Uma)

Há todas
Mulher...
Doce, suave às vezes arde. Abrange abraça, seduz.
Muito capaz, reluz.
Pela força nas adversidades.
A voz forte que emana aos ouvidos dos nossos benditos.
A mão que afaga quando há perigo
Aos olhos e as lágrimas derramadas com paixão, cuidado, proteção, atenção,
compaixão e amor.
Para todas lutadoras que guerreiam pelas causas essenciais, sociais, culturais. Que hoje seja um dia de avaliação, reflexão.
Mulher (Há Única)
Na sua essência eu já te procurava.
Eu me encontrava infeliz.
Me fiz incansável nessa caminhada
A pessoa que completasse e não disfarçasse
Que me envolvesse e preenchesse.
E que na procura não esquecesse.
Fez incessante a procura por você mulher.
Por você por nós e para você.
Sou guerreiro na vida.
Para melhor te acolher em meus braços.
Para envolvê-la no meu mais puro sentimento.
Para somar o meu com o seu viver.
E que morramos e vivemos pela felicidade.
Com seus olhos me conduziu.
Com sua força me fez ser mais.
A sua calma me fez mais agitado.
Hoje sou eu, porem...
Com muito mais de você.
Nas brigas tantos entendimentos.
Nas pirraças tantas risadas.
Em suas mãos que sempre me afaga.
Ei mulher aqui estou.
Eu sou a peça que tanto procurou.
Lhe trouxe dos meus sonhos.
Hoje o sonho se realizou.
Mulher minha, meu doce viver.
Ontem era somente eu.
Hoje eu sou mais você.
Você me fez entender...
Que de tudo que procurei.
De tantos tempos perdidos.
Eu somente encontrei
A mulher da minha vida
Em você.
André Luis
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Alusão

Essa noite foi ruim pra dormir.
Ouvia os barulhos na laje...
Ameacei sair...
As condições não são boas, mais essa a surgir.
Será que tem gente querendo me roubar.
Se entrar eu derrubo pode acreditar.
Fiquei na espreita tentando escutar.
Se era da laje o barulho e quem estava a me desafiar.
A mente a milhão e a maldade no olhar.
Se entrar ta perdido não vou perdoar.
A mulher e a filha estão dormindo e não posso acordar.
Foi tudo adquirido com suor, quem vai querer me tomar.
Dessa vez é sem perdão se pular vai me achar.
O desespero bateu na minha porta.
E agora estão tentando me roubar.
Indignado comecei a pensar.
Tudo aqui é tao difícil mais essa a azucrinar.
A dias eu não durmo
Estou cheio de dividas a pagar.
Ainda dizem que é coisa do destino da para acreditar.
Se entrar haverá briga somente um vivo vai ficar.
Resolvi abrir a janela bem devagar.
Abri uma fresta para a laje olhar...
Depois de alguns segundos.
Olhei a laje da frente até os fundos.
E respirei estava quase um moribundo.
Depois de desacreditar do que vi.
Os barulhos vinham dos gatos pulando na laje.
E toda a maldade que estava me tomando...
Parei respirei fiquei pensando...
O que os olhos enxergam.
E o que sua mente recria a você.
Usemos mais amor para sobreviver...
Pois um simples gato.
Pode tirar a serenidade no seu viver...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Silencio
Silencio
Foi naquele dia que o silencio imperou.
Foi forte traiçoeiro trazia dor.
Aconteciam diversos lampejos que meu peito confortou.
Meus olhos respondendo e assim se declinou.
Com a velocidade da luz e mais lento que o próprio pensamento.
Outra vez ao relento na viagem o congelamento num momento propenso.
Inesperado aconteceu, meu peito adormeceu o coração acolheu.
O silencio ocorreu.
A noite parece trazer a impunidade e com ela vem o mau caráter.
O vento o frio peculiar do nosso bairro, coisa de momento.
Lá vem o carro em alta velocidade tentando invadir privacidade.
É comum nessa triste cidade ser invadido e agradecer por não ser penalizado.
Silencio, silencio.
Não corre, escuta se apavorar tem um revolver em sua nuca.
Espere, acredite é somente averiguação se não houve reação eles vão embora presta atenção.
Encosta todos os cinco não tem nada a dever eles revistam já eles voltam para o role.
Foi tudo muito rápido coisa de instantes e lá vão os quatro mais se eram cinco está faltando o vulgo (Preto) o neguinho.
Nesse tempo já não há ninguém na rua que possa ver, o neguinho ser levado sem ter nada a dever.
Pele escura, vida dura, para nós da comunidade um guerreiro, para a polícia diversão da madruga, para matar mais tarde a noite escura dos covardes.
Silencio e no peito uma bala que arde e mesmo que seja tarde esse não volta mais.
Os quatro correndo em disparada sem destino certo apenas fugindo da bala.
Se alguém viu, fingiu não ver e se a noite é de ninguém é menos um preto a sobreviver.
No silencio da madrugada os sobreviventes com calma se é que isso possível fosse sem alarde, e com a morte do preto que era preto não só no nome e que virou brincadeira dos homi.
Olharam-se entre eles e puderam concluir, porque mataram o neguinho e nos deixaram fugir.
Na mesma pergunta a resposta o nosso companheiro que trabalhava e que era um gladiador era NEGRO e os outros BRANCOS de cor.
E para mídia que insiste em dizer que o racismo acabou eu mando essa mensagem de dor.
Que a cada negro que morre o branco vira doutor.
Silencio, silencio...
Era o que dizia o apresentador, o negro morreu porque com ele droga se achou.
Porem todos sabem que a morte do gladiador da periferia tinha apenas um motivo.
E na comunidade morre nosso gladiador por conta da madrugada e por causa da sua cor.
E o silencio mais uma vez se calou...
André Luis
sábado, 29 de janeiro de 2011
Passado e Presente

Meus Domingos nunca foram os mesmos.
O futebol perdeu a graça.
Não caminho mais pela praça.
Os bares não serão os mesmos.
Nas festas não haverá tanto prazer.
Nada será como antes.
A sua partida tumultuou minha vida.
Sorrisos alegrias se foram vida bandida.
O agora, que nunca será o futuro
Futuro que jamais será meu presente.
O passado é meu hoje e o amanhã é ausente.
Meus dias já não são iguais
Os seus, já foram lá atrás.
Meu sorriso se apagou.
Não brilha mais.
Agora quem quer falar.
É o silencio que só faz calar.
Para o infinito fico a olhar.
Pergunto-me onde andará.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Hip-Hop: Dentro do Movimento
Dia 20 de janeiro de 2011.
Fiquei espiando os mestres de longe.
@Gilpones @cronicamendes @walterlimonada1
@fantimanumilde @criadasruas @criolomc Lutter
@JuckaAnchieta Nino Brown @zinhotrindade @tubaraodulixo
Entre muitos outros e por telefone minha Linda @jessicabalbino.
Todos no Suburbano Convicto Rua 13 de maio já dizia o aviso.
Na chegada puta magia os iluminados Alessandro buzo e Marilda.
Hoje o dia vai ser longo eu criadasruas lutter vamo chegando.
Livro na mão momento no coração dedicatória do mestre
Minha evolução.
Humildade perseverança se nota a olho nu.
Dois pontos que fazem parte do progresso
Logo de cara os Dois eu incluo ao mestre Alessandro Buzo.
Satisfação,respeito verdade.
Assim vou aprendendo com muita coragem.
Alessandro Buzo fazendo parte do quinto Elemento do hip-hop
O conhecimento.
Segue as fotos desse momento.
André Luis
Cria e Cronicas
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A Chuva ou Descaso

Hoje nem sei se continuará a chover.
To querendo rever.
Pessoas,amigos,livros poesias ,tente entender.
Porem não posso deixar de dizer...
Que o temporal sempre acaba em descaso.
E faz nosso povo sofrer...
Todo dia de chuva é o mesmo bairro a perder.
Roupas e moveis casas e vidas e tentar sobreviver...
Não se faz um plano uma estratégia.
Órgão competente só diz “que vai ver”...
Eu to vendo o nosso povo morrer.
Por não haver responsáveis que tente prever.
Que se vier chuva amanhã é o mesmo povo
Que vai perder...
Os políticos se escondem em seu duplex...
Vendo a chuva cair somente pela janela.
Já meu povo esta dormindo submerso a ela.
Tenho que falar se necessário gritar...
O POVO ESTA MORRENDO QUEM VAI PAGAR.
Casas,moveis bens...vidas...
Se for como a 500 anos atrás...
Quem tinha perdeu, perdeu e não volta nunca mais.
Quem sobreviveu agradeça a Deus.
E as mansões apartamentos de luxos
Super lotados de políticos safados.
Fica esperto quando for eleger...
Por que o povo sofre e o político, “sorrir com seu sofrer”...
Andre Luis
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O Corvo

Eu que nunca vi uma situação assim.
É de chorar e a alma de engolir.
O sofrer o penar que existe aqui.
Está tão perto de mim.
Perto de ti.
Está tão perto de nós.
Que não dá pra entender.
O porque.
Que tudo tem que ser pra mim para você
Parecendo que é o fim, quem vai nos socorrer.
Do que vem e vejo acontecer...
São muitas crianças morrendo por aqui.
Umas são de fome e outras de erro médico.
Mas fingem não existir...
Um menino saudável e sorridente.
Que necessitou de uma intervenção simples.
Que duraria 20 minutos e sairia de lá, contente.
Eu não sei por que acontecem tantos enganos.
Não estão manuseando papel ou panos.
É uma vida, um ser, mais não ligam.
Tudo aqui é tão cruel.
E o diretor do hospital questionado
Por mais um erro tão banal.
Responde: Isso é normal...
Normal pra quem...
Para o pobre que não tem onde cair morto.
E quando acontece isso.
Percebe que têm médicos
Que mais se parecem com um corvo.
O erro existe, mas o ser humano.
Não é um rabisco que pode ser apagado.
Cansa sofrer calado.
E dizem que ta tudo bem ta tudo irado.
E os meus morrendo a todo o momento.
Quem dirá quem irá se posicionar e recriminar.
Pois erro médico acaba com a vida e ai quem vai chorar...
Como sempre hospital público onde os pobres vão parar.
E se não querem mais isso mostrar.
Eu uso a poesia para conscientizar.
Que isso precisa parar...
Para nosso povo disso parar de chorar.
Vão causando medo na população
Mãe leva teu filho pra uma inalação
E sai de lá com um filho mutilado
Por falta de atenção.
André Luis
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Ano Novo é Velho

Vem logo me faça perceber.
Vem me solta não volto a te ver.
Para o meu bem me faça te esquecer.
Hei passa logo vem entender.
Foi tão difícil, complicado eu não podia ceder.
Vai, os fogos já se foram, foi complicado prever
Em alguns momentos perdi o chão.
Vários momentos sem direção.
Choros, brigas e a desilusão.
Momentos bons Tiveram sim.
Eles vieram...
E mais rápido se foram...
"E para fechar com chave de ouro.
Em pleno dezembro, dia 28.
La vem o aumento do ônibus."
A esperança desse fim.
Interferiu diretamente em mim.
Ouvi uma amiga dizer assim:
“Meu povo... A gente só serve pra trabalhar desesperadamente..
Nada mais nos mobiliza... é chato ser paulista” (Marta Celestino)
Foi, foi assim que me vi.
Precisamente esse ano
Foi tão ruim
E o que sobrou pra você e pra mim.
A esperança de um ano novo, que venha Enfim...
Deixo as tristezas, injustiças, correrias e as brigas.
Deixo suor do meu trabalho
Que entre humilhações me deixam em frangalhos
Para passar e alimentar os Meus durante o ano, muito descaso
Vai e não volta mais.
Adeus até nunca mais.
O ano que era novo
E que agora.
Velho está.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Aos Amigos

Aos Amigos
É como seu Eu Tivesse.
É como seu Eu Soubesse.
O que é bom,é que nunca esmorece.
É como a luz quando ja é noite
É a força quando fraco está.
A voz quando quer se calar.
É como se houvesse.
Todo dia uma nova prece.
Para Deus lhe Abençoar.
Amigos,Amigas se vocês Soubessem.
O quanto é importante uma palavra.
O quanto feliz a alma fica, ha se soubessem.
Quero por perto mesmo estando longe.
Quero agradecer pelo simples fato de existir.
Quero sempre e sempre deposito a honestidade em tí.
Sentimento de verdade.
Com Saudade.
Que já não cabe
Tenho que demonstrar.
Amigos e Amigas.
Adoro mesmo sem transparecer.
Transpareço a honra de dividir Sentimentos com vocês.
Na simplicidade que me construí.
Na simplicidade que me levou até vocês.
O sentimentoaqui é mutuo.
Não tem ninguem a se esconder.
Amigas e Amigos.
E tudo que desejo a todos vocês.
É o mesmo que desejo a mim também.
Não se distancie fiquem perto assim.
Eu não vou sumir.
Amigos Sempre para o bem que vivi.
É como se nunca Estivesse.
Assim o sentimento desobedece.
Se existe a distancia.
Ela pra mim é como se nunca Houvesse.
andré Luis
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Ser honesto, eu, pra que.
Se a desonestidade nos da poder.
Ouvi isto muitos dizer.
Eles desviam dinheiro
Roubam aos que pouco tem
Vivem sorrindo...
E perguntado sobre a população
Vejo o desinteresse aos olhos dos políticos
Eles dizem: População.
O que é isso.
Muito desdém.
Aos que tentam sobreviver.
Se paga imposto, juros absurdos
Às vezes sem saber...
Enriquecemos a classe podre do poder.
Até desvio de verba na área da Cultura.
Eles devem achar que pobre só tem direito a Tortura.
Ou então que a população é burra.
Porem lá vem à resposta desta vida dura.
Ao final o pobre sempre paga as contas.
Desvio de dinheiro, dizem que é verba Publica.
Honestidade é artigo de luxo.
Para políticos sujos.
Desviando dinheiro do povo.
Para encher os bancos e o bolso.
Vamos amigos, vamos de novo.
Gritar que tem ladrão desonesto.
Desviando dinheiro do povo.
André Luis
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Obstinado

Um dia lindo que nasce um novo parecer.
A palavra de tempos atrás é a mesma, tentar sobreviver.
Sorrisos, abraços, muita gente e ainda assim sozinho, sem querer.
Não teve jeito à solidão veio me ver.
Muitos amigos, por poucos, lembrado.
Muitos desafios coração dilacerado.
A guerra é intensa, trabalhar por um trocado.
Mas antes que ele venha o seu destino já está traçado.
Para ser humilhado, todo dia que descaso.
Para sustentar a família, por miséria um trocado.
Permanecer firme forte cabeça erguida lutando por sorte.
Pra mim sorte é vida desde os primeiros suspiros do dia.
Nascimento rubéola, bronquite, desnutrido e pneumonia.
É desde cedo lutando, estava marcado que assim seria.
Mas logo criança essa luta já era vivida.
Porem até hoje não perdi a esperança, que a bonança viria.
Que seja por um trocado ou milhões, quem alcança.
A vontade de se ter o melhor desfrutar a mente avança.
Não mudo o foco é na família perseverança.
Se desde cedo é assim, minha alma ta viva não descansa.
Lutar pelos amigos que restaram, em meio a tantos que havia.
Luto pela literatura que me encanta e fascina.
Lutar pelos ideais e o que penso e claro pela família.
Lutar pelo amor foi ele que me sustentou quando triste vivia.
Amor da minha doce e eterna querida.
Foram com Ela os piores e os melhores da vida.
Quando tinha agradecia e quando não tinha fortalecia.
O coração preenchido de amor à incerteza se revertia.
Continuo lutando ainda bem, não acabou.
Vou conquistando meu lugar isso é para quem duvidou.
A família a missão os ideais são os mesmos, o foco não mudou.
Estou vivo sóbrio, consistente e o coração vencedor.
Um homem de coração negro lutador.
Com sua luta sem flor.
Obstinado e alcançou.
Com as vitórias desfrutou.
Pela Filha por sua Nega e por amor.
André Luis
domingo, 21 de novembro de 2010
Mais Um Cidadão José

La vem Jose.
Família humilde
Pele Negra.
Favela no sangue.
Da periferia alagoana.
Por São Paulo cedo se apaixonou.
Veio pra cá, o bonde pegou.
Rachaduras por todo o corpo
Sol por longos tempos
E da pele não cuidou.
Jose em são Paulo chegou.
Sua sacola duas mudas de roupa
e o cobertor.
E a esperança de ser um vencedor.
Na selva de pedra é apenas mais um.
com tantos outros querendo seu fim.
Jose que já roçou, e nos canaviais.
Cana cortou.
E que em são Paulo quer ser vencedor
Mas para os hipócritas que Fingem não existir.
Ele em pouco tempo aqui já sentiu o racismos perto de ti.
Jose não se conteve e prometeu a si mesmo
Eu vou vencer.
Antes disso viu muito dos seus descendentes a padecer.
Nordestino pouco estudo muita força de vontade.
Mas em São Paulo força de vontade, não poderia ser
sua única virtude.
Existem padrões a serem seguidos por um povo ou um
estereotipo previamente “julgado”.
E vem, mais um cidadão José.
Que de tanto andar por aqui.
Varias bolhas em seus pés eu vi.
A todo o momento sendo motivos de chacotas
por ter nascido no nordeste.
Em todo instante o racismo em seu viver era gritante.
Jose que era só, mais se manteve erguido.
Como fazem os escolhidos.
Como já fizeram muitos por aqui.
Jose logo ao chegar sem ter onde dormir.
Cara e coragem no centro de são Paulo.
Encontrou em pouco tempo aqui.
Seres humanos desprezíveis.
Que se acham acima do bem e o mal.
Que não podem ver no seu visual.
O Negro, Pobre a Prostituta, o Nordestino
E Jose ate do índio ouviu dizer.
Foi queimado e morto por culpa de brincadeiras
da burguesia alienada, pelo dinheiro que
nunca lhes faltou
E que sempre achoram divertido e correto.
Em sua educação, esnobar, desmerecer e o racismo eram
Seu cotidiano mostrado e enaltecido pelos seus pais.
Os filhos dos filhos dos escravocratas
Que até índio queimam.
Prostitutas humilham.
Negro e pobre nunca foram ninguém.
E direito a eles para burguesia nunca foram merecedor
Jose depois de tanto sentir em sua pele a indiferença viva.
Agora encontra onde dormir.
Local: um albergue no centro.
Pouca iluminação, água nunca se viu .
Espaço para um colchão.
Bem úmido era o chão
La vem Jose que sabia que iria vencer.
Uma hora ou outra iria acontecer.
Passado tempos de lutas e sofrimentos.
Jose consegue um emprego e se destaca no bar do Zé.
Outros tempos mais, vira dono desse bar.
Conhece Maria e constrói sua família..
Muito agradecido sempre foi Jose.
Oportunidade simples dada pelo Zé.
Mas que lhe fez deixar de ser qualquer.
Hoje Jose é reconhecido pela garra, homem de fé.
E luta pela causa desta desenfreada dor que atingiu José.
Essa que tanto se fingi esconder, mas que esta viva .
Jose não quis e nunca chegou a esmorecer.
Porem nunca foi fácil reconhecer que o racismo
acontece em todo tempo e em todo lugar, rancor
e os mais são regados pela falta de Amor.
Falta de conhecimento de respeito e tantos outros sentimentos
que talvez nunca eles ouçam dizer.
Pois são filhos dos filhos do entristecer.
Deles nunca foi visto o bem querer.
Jose que agora luta por prazer.
Ele que chegou e nem sabia Ler.
Hoje adora poesia e recita aos filhos.
Poesia do amor que lhe fez vencer.
Jose que luta contras as barbaridades.
Que o racismo implica em nosso viver.
Quem isso já viveu sabe o que vou dizer.
Obrigado Jose por vir, lutar e vencer.
Sobreviver essas coisas do mal-querer.
E hoje mais do que nunca cabeça erguida
Aprecia a literatura a boa musica.
Sua trilha é os “Racionais Mc”
Sua vida é Lutar por esses ideais.
Todos são todos e se todos forem um só.
Em pensar a garganta da um nó.
Muita paz, Amor aos que aqui humilhados foram.
Como José.
Mas que se saiu vencedor.
O que tenho a dizer paz muita Fé.
Mais um Cidadão José.
Andre Luis
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O Preço da Vida

2 da manhã, gritos correria
Chega um carro buzinando, gritaria interna
Vem pega me ajuda com essa menina.
Jovem ainda 22 anos era muito, nem parecia.
Taxista desatencioso ao telefone isso é todo dia
Bate três vezes no carro desses jovens
O dono do carro gritava, você é cego não enxerga.
O taxista, tenha calma eu não vi, vem senta e conversa.
Adolescente sai do carro gritando e dizendo.
Vou te quebrar taxista, o bicho vai pegar.
Ele cumpriu a promessa de valentia, foi pra cima.
Ensangüentado o taxista cai, chega ajuda, vem oito e gritam tem mais.
E o vulgo valente por alguns segundos pensou ser super herói.
Como já era previsto o super herói se fere toma uma surra.
Sua Irma dentro do carro, não se contem, e vai, solta ele alguém me ajuda.
Taxista com uma faca difere dois golpes no valente, caído ele fica.
E sua irmã que chegou pra ajudar, mas não avisaram aquele taxista.
Com adrenalina a mil, pega a irmã do valente, mais três facadas na barriga
Sangue muito sangue, gritava um que a apartava a briga.
Região Santa Cruz perto do shopping.
Quatro jovens dois deles aparentemente embriagados
A valentia de um adolescente na realidade
Fez daquela noite bem trágica
O fato, um esbarrão em um carro
O valor da vida em segundo plano é assustador.
Cinco horas depois do acontecido, a propósito
Sua irmã não agüentou, entrou em óbito
O quanto vale sua vida.
O quanto vale a vida.
O ser humano parece não gostar viver.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Pés Descalços

Pés descalços alma oprimida.
Andarilho do mau tempo.
Sua amiga á neblina.
Pés ao vento prevendo o momento.
E não é uma fantasiosa liberdade, coisa banal.
É a vida que nos resta nessa sociedade Desigual.
Onde muitos com bem pouco.
Poucos com muito.
E ao que deveria ser olhado.
Faz-se vista grossa.
Amar ao próximo como a si mesmo.
É bíblico e por ali ficou, ficou ali.
A pratica é cada um por si.
Ando bem com meu Tênis Inglês.
Ando na maldade com as roupas que são doadas.
Alma oprimida por você, que me vê, porem sinto
Não ser percebido.
Hei moça, boa tarde tudo bem!
Gostaria de lhe desejar um ótimo dia viu.
Ela responde: é comigo, me conhece de onde.
Não lhe conheço ate porque eu venho de longe.
Ela com menosprezo, responde.
Logo percebi, roupas rasgadas e descalço.
Não seria parente meu...
Os meus só usam grife cara, ela taca isso na cara.
Ele confirmou o que imaginou.
Menosprezo e humilhação
Outra vez por não se encaixar ao Padrão.
E a senhora que ele cumprimentou
Com um ar de felicidade.
Por apenas querer ser notado.
Percebeu...
Que quando você vê um descendente seu ao chão.
Ao invés de segurar em sua mão
Nem que seja em palavras ou em gratidão.
Existem os pobres de espírito.
Que maltratam seu próprio irmão.
Por causa de uma roupa de grife e um sapato alemão.
Ele com roupas emprestadas e rasgadas e também de pés no chão.
É imensa a ingratidão.
Que assola o coração
Tem irmão matando irmão sem ter arma na mão.
Tem a alma corrompida pelo ódio por status em um quarterão.
As palavras ferem como brasa viva.
E o menino que já sofre com a vida.
Senta chora, se esvazia.
Levanta ergue a cabeça estufa o peito.
Enche-se de esperança.
Ele sabe que na guerra.
Somente os fortes sobrevivem.
Os fortes de atitude e de alma.
Não os de status e conta bancária.
Vou seguindo os meus percalços.
Com a verdade e os pés descalços.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Um Grito de Dor

Ouço gritos fortes.
A luz daquela sala
Nem era tão clara.
Perceptivo ao Anoitecer.
Um grito forte no ambiente
Todos a esmorecer.
Olhar transborda lagrimas
Alma Grita, grita Alma
No silencio da noite
O grito tira minha calma.
Tumulto e desespero.
Naquela noite se ouvia
A voz gritava, gritava.
Sentimento bendito
Graças ao teu amor
Eu grito
Amei ate nos momentos difíceis.
Não houve gritos...
A simplicidade dos sentidos.
Mas se novamente for preciso.
Pelo seu amor.
Eu grito e grito, eu grito.
Gritar para que os ouvidos do amor
Possam ouvir a alma que canta.
Uma ponta de dor.
André Luis
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Emergencia 720

Por tantas outras destruídas
Por tão poucas outras redimidas.
Estou aqui a mais de 17 horas.
E por aqui se passa um filme real.
Muito triste quem se importa, tudo é tão desigual.
Emergência 720, aonde nós chegamos
Edifício Prof. Jairo Ramos
Vidas vêm e se vão
Umas para suas casas outras não.
Muitas outras morrem e algumas para detenção.
A noite toda é assim
Uns querendo viver, outros querendo se perder.
Vários nem sabe o por que
Motivos banais, psicológicos, valentia.
Mente vazia.
Por facas tiros e mente suicida.
E o registro de quem ali estaria.
Para tirar a tristeza de uma vida.
E transformar a dor em alegria.
Dessa nossa vida bandida.
Onde adoecer é quase um pecado.
Sem plano de saúde e nem um trocado.
Adormece seu corpo na fila de espera, pecado.
Enquanto escuto o rapaz do lado.
A nossa saúde publica ta terrível
E nossa auto-estima, destroçada.
Se plano de saúde é artigo de luxo.
Vários deles queriam isso pra si.
Pois muitos estavam (Duas) noites sem dormir.
Eu nem sinto vontade de sorrir.
Para tentar encobrir, a frustração de se viver assim.
Para que se inferiorizar se é a realidade, nós não podemos é Sucumbir.
Aí dos que dependente de Hospital Publico brasileiro.
Morrer sem nenhum atendimento parecendo um chiqueiro.
A tristeza de mãos atadas é um sentimento tão nojento.
E nesse dia vou me despedir são 17horas sem dormir.
Ainda é pouco pelos que estão por aqui.
E eles ainda agüentam sorrir.
Esperando a ajuda divina pra dali Sair.
Muitos até vão rápido dali sair.
E tantos outros que dali nunca vão sair.
Ou dali mesmo eles deixem de existir.
Espero que isso mude, por enquanto.
Foi Sempre Assim...
As Lagrimas de Sangue dos Olhos Insistem em Cair.
André Luis
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Confiança ou Soberba

Olhos que não querem ver.
Ouço tudo que não quis prever
Percebo o excesso em você.
Dizendo que era o melhor
Moldando o seu retrato foi bem pior.
É tão triste lhe ver assim, garganta dá um nó.
Persiste em dizer que é o Bom.
Que depois de você ninguém tem o Dom
É tão triste a Soberba imperar no meio desse Som.
Teu caminho com regras ninguém há de seguir.
Confiança excessiva aí de mim.
Que vejo personalidades há se diluir.
Quero ver quanto tempo dura sua Frase.
Eu sou o Bom quase o Rei Enfim.
Vejo que na vida tudo Excessivo é tão ruim
Somente você que não percebe, Humildade nunca é em vão.
“Os bons nunca dizem que São”
Estão no campo da Humildade não necessitam de afirmação.
Contei essa historia real há um Amigo.
Que transpassa nas escritas que encurrala, é inaudito.
Afirma que tudo é questão do Equilíbrio.
Fiquei Pensativo...
Há equilíbrio quando digo a todo o momento Eu Sou o Bom.
E que tudo meu é lindo ,conclusão.
Fiquei Pensativo...
Confiança Excessiva gera Soberba ou é um Dom...
Aqueles que ao se olhar no espelho.
Apesar de ser um Gato inofensivo
Ainda sim, reflete-se um leão.
É complicado o julgamento então.
Eu vejo isso em meio à multidão.
Mas sem influenciar, o caso aqui é pra Pensar.
Fique esperto se é Sim ou Não
Cada qual com sua Conclusão.
André Luis
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Meu Caminho

Caminhando pelas ruas onde ninguém se esconde.
É nelas que a realidade transpassa parecendo uma ponte.
O que era escuso se mostrou, eu via de longe.
Sorrisos apagados, olhos lagrimejavam.
Mais um dia para ser apagado, eles lamentavam.
Mas como Apagar, se é a Realidade que não quer Calar.
Mostra-se Potente para os mais carentes.
Inclina-se e diz que são dependentes.
A minha retina transpassa os inconvenientes.
Passo a passo um historia um Episodio.
Cada passo, cada um com seu Remorso.
Os semblantes abatidos Face dos agoniados.
Parece até um filme trágico, seria bom se fosse.
A realidade nua e crua como uma faca uma foice.
Se houver esperança eu grito aos Adormecidos.
Mas a caminhada é árdua talvez com gritos
Eu não seja ouvido.
Mas me mantenho em pé como sempre se foi, bendito.
Mostrando que nesse caminho a caminhada difícil é.
Mostro-me firme forte guerreiro de Fé.
Porque em matéria de Luta o pobre sabe como é.
E sou mais um no mar de desilusões.
Nadando com os tubarões.
Mas nunca comovido com essas situações.
Preparando pra quando o vendaval passar.
Eu possa contemplar, o que antes era para prejudicar.
Uso para o crescimento e para vitoria chegar.
Porque são muitos a prejudicar.
Poucos para ajudar.
Mas vamos pra cima deles,viemos somar.
A caminhada nunca ira terminar.
Mas a intenção é fazê-la melhorar.
Porque para nós é assim, tem que lutar sem cessar.
André Luis
sábado, 9 de outubro de 2010
Amar é Viver

Amar é Viver
Quando eu chorei quase ninguém me entendeu.
Sentimento era tão forte distinguia você e eu.
Mas um sentimento puro, meio assim tão irreal.
Você me vem de longe e mostra tudo tão igual.
Meus olhos dizem muito, mas contigo até fechou.
Tua pureza é tão rica o amor presenciou.
Nada disso é o bastante quando sonha o sonhador.
Sua atitude tão firmada foi à paz que enxergou.
Vem e me tira desse escuro que a vida me colocou.
E me mostra o desalinho que você me encontrou.
Relata a tristeza que de mim fez morador.
Que eu te mostro a forma viva, das mudanças do amor.
Parecem tão distante essas coisas do amor.
Via-me tão distante derrotado no amor.
Se for para falar de vida o seu nome entoou.
E se falar da minha aparece o teu amor.
Parece tão meloso melancólico o amor.
Mas isso é vida pura para quem sempre o procurou.
Você que vê tristeza quando fala do amor.
A procura é incessante, mas a recompensa vem com valor.
Peguei essa manhã para lhe contar minha mudança.
Ela chegou pra mim e disse que havia esperança.
Você não consegue vê, mas firme os olhos, onde alcança.
A certeza eu tive hoje ai de nos sem perseverança.
André Luis
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O Caçador Virou Caça

O caçador virou a caça.
Preso no topo daquela arvore imensa
De asas formadas, mas ainda sem força.
Olhos ainda cobertos pela inocência do viver.
Encontrava-se o tão indefeso pássaro.
Uma existência complicada.
Quando nasceu, era forte a força do vento.
A arvore balançava.
De lá pra cá ela encurvava.
A cria tão nova sem saber, agarrava.
Várias foram às tentativas de predadores famintos.
Seu pai o defendia a cada tentativa do predador
Ele saia ferido, gemendo o dia do caçador.
Os dias se passaram as feridas aumentaram
Seu pai já não agüentava as perfurações.
Mas permaneceu forte.
Ainda encontrava força para alimentar
Seu filhote.
Suas asas já estão bem forte, unhas afiadas e um pico robusto.
Sua visão um das melhores da espécie.
Os rasantes já podiam ser vistos no topo daquela imensa arvore.
As investidas do já cansado predador, já não eram tão perfeitas.
Seu Pai continuava a lhe proteger do temível caçador.
Sem perceber que aquele filhote já era adulto.
Apto a se proteger.
Seu Pai muito machucado sem força perto a padecer
Agora adulto treinado para também abater as presas.
Viu do topo daquela arvore seu professor morrer.
Apático sem saber o que fazer.
E agora o predador lá vem meio cansado.
E meu pai o que fazer para me defender como
Desde o nascimento ele viu seu pai fazer.
E agora vem o caçador, meu pai morto nesse ninho.
Se ele sempre o defendeu é para isso que fui incumbido.
Vem o caçador tentando terminar o que ele mesmo começou.
Unhas afiadas to preparado vem caçador aqui estou.
A luta percorreu por longas semanas vou enfrentar
O caçador.
Rasante sobre o topo dar arvore ele já cansado vacilou.
Me fortaleci na sua vagareza.
Chegou minha hora agora sim.
Em seu vacilo eu o confundi.
Vou me vingar por aquele que sempre foi por mim.
As unhas afiadas em seu peito, cravou.
O antes inofensivo pegou o caçador.
Aquele que levou o seu bem maior.
André Luis
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Palavras
Percebi não foi de hoje com isso minha esperança
Por tão pouco acreditar nas Palavras,circunstancia.
Acreditar no que se fala no poder que ela transmite, Avança.
Se for para assinar até assino.
Mas olho no olho aqui não é cassino.
Não vendo informação e nem sou dono disso.
O que faço é retrato do que a alma almeja.
Sentimento verdadeiro que alegra qualquer que seja.
Mas a herança que recebi a palavra é fortaleza.
Papel e caneta as uso não para assinar.
Mas para transportar para o papel o que a alma quer gritar.
E o que disse ontem ta firmado pode acreditar.
Sem assinatura, mas com a fervura para sacramentar.
A palavra que sai de mim é uma jura, nem precisa rezar.
Se da boca saem calunias meu silencio vai falar.
Se eu falar que era eu faço e quando fizer não há embaraço.
Papel e caneta aqui, são para não transgredir.
Mas a força da palavra tem que existir.
Meu documento eu mesmo faço e assino com meus versos.
Haverá muitos desconfiados, mas meus olhos são como dardos.
Sem mudar o cenário com a direção certa mirando no alvo.
E a reflexão permanece entre eu e todo mundo.
Se a palavra tem poder eu escrevo no escuro.
Pra também transparecer o que o escuro quer dizer.
Vou fazer dessa palavra o meu intimo proceder.
Acreditar também pois ela tem muito que prevê.
Andre Luis
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Nossas Crianças
A angustia veio forte como a força de um tufão
Minha alma reprimida por tão pouca conclusão.
Sinto dores no meu corpo, mas o da alma onde dói mais.
Quando vejo nossas crianças sem ter a base dos seus pais.
A alegria até se estampa nesses rostos angelicais.
Mas o tempo vai passando e a dor nunca se vai.
Tão pequena e sonhadora nesse mundo de ilusão
E agora o ombro amigo nunca teve a direção.
No farol o seu abrigo para conhecer e obter.
A população preconceituosa só desfaz seu bem querer.
Tão difícil caminhada logo cedo atrás do pão.
Pois não tem teto não tem nada nunca viu televisão.
Desde cedo é guerreiro enfrenta o tempo de peito aberto.
Se vier sol é sem camisa se vem chuva é cobertura.
Cobertura do viaduto onde sempre foi morar.
A miséria em sua porta sem família sem um lar.
Tão pequeno e tão distante do que o bom vem representar.
Se a vida é só tristeza nada de bom para falar.
Foi sempre assim a sua vida o que tenho a cobrar.
A hipocrisia bate perto quando na porta ouço chamar.
É ele pedindo comida para evitar ir roubar.
Alimento é tão difícil, hoje mais ainda quem possa ajudar.
Mas se ele fosse drogado tinham vários a lhe apresentar.
Como já se faz uma constante onde ele insiste em andar.
Mas nem é até por vontade, com certeza situação.
Ele nunca viu seu pai e sua mãe deixou no viaduto deitado no colchão.
Coberto pelo concreto e uma folha de papelão.
Perguntado pelo um sonho que poderia acontecer.
Ele responde:
Nessa miséria que eu vivo poderia um coberto aparecer.
Alem dos olhos a face e os gestos.
A alma também chorou.
E o sonho tão cruel de se ouvir
Tão somente um “cobertor”.
André Luis
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Quase
Fui de encontro ao inimaginável ilusório.
A corrente que trancafia qualquer sentimento.
Eu quase deixei ela me dominar por um tempo.
Foi indesejável porem foi necessário.
Teria sido importante se não houvesse rabiscado.
A folha em branca que eu deixei na cabeceira da cama.
Rabiscada sim, ela em linhas sinuosas.
Rabiscada talvez por ser teimosa.
Talvez sua exatidão, que se fez perigosa.
Sentimento e eu e meu silencio lagrimas ao lenço.
A voz embargada, a luz bem calma o açoite que afaga.
O delírio de um sonho a prisão que liberta.
A canção das flores e espinhos dos amados e das amadas
Quase deixei de ser quem sempre quis ser.
Por pouco se apaga a luz do amanhecer.
Por quase nada meu tudo escondido
virou um nada perdido.
Tentando por aqui sobreviver.
de quase nada fazer do alvorecer.
A impulsão para meu viver.
A minha vida é pura poesia.
E eu na solidão sem perceber.
André Luis
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Subtração
Hoje me parece tudo mais lindo diferente do previsto.
Sorrisos afagos dos irmãos da família tudo bem incisivo.
A noite anterior me pegou desprevenido.
A luta de anos atrás eu vi se diluindo.
Aquilo que era tão meu, não tão menos destemido.
Noite escura assim como as ruas do meu bairro.
Com destino certo, sem guarida, nenhum erro.
Desperdício não foi o caso, luxuria muito menos.
Derrepente farol fechado luzes baixas e o susto.
Levanta, corre, deixa a chave, não tem segredo
no carro não né se tiver se morre ta Ligado.
Gritaria eu pedindo muita calma para todos.
Continua o sofrimento crianças no carro.
E iniciantes com arma apavorados cano cerrado.
Tivemos sorte já diziam os outros
Preso a bens nunca fui e nunca serei.
E o paraplégico dentro do carro o que farei.
Jogados ao chão e os olhos encharcados de lagrimas.
Dor, desespero, aflição viver é uma humilhação.
Ouvi um gritar.
Para uns, Utilidade para outros, diversão.
Para uns, necessidade e para outros, diversão.
E lá se foram (quinze anos) de economias
E já se foi à solução.
Nesse jogo de perde e ganha da vida.
Mais perdi do que ganhei essa foi à lei.
Lutar para rever o estrago isso farei.
É mais uma guerra e nunca desisti
e não será dessa vez eu vou insisti.
Pra quem vai, uma sentença.
E pra quem fica, fica a desavença.
Perder e agradecer por só ter Perdido
Sofrer e sorrir por ter sofrido.
Desacreditar da nossa Segurança Publica órgão corrompido
Para que possa acreditar no que fui e no que eu Sou.
Se a subtração vem pra te fortalecer
Aqui estou.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Prepare-se
Prosseguir atrás do diamante
Represente ele o que for de melhor
Porem às vezes tão distante
A caminhada é árdua não dá para negar
Cabeça erguida saber das dificuldades da vida
Procurar solução para as tristezas das guerras vividas.
A desistência fora de cogitação
Firme, forte sem cochilos
E nem pense em mudar de opinião
A luta trás sentimentos contraditórios
Foco na evolução
Muitas são as conseqüências das nossas ações
Preparando-nos para as lutas e as condições
A vitoria vem para quem é dela também
Não tem dia e nem hora.
Não foi em outrora, porém pode ser agora
Acorda a luta esta aí.
Acorde para se preparar pelo que há de vir
Quando a luta cessar a vitoria vai chegar
Fica esperto para que possa desfrutar
Porque a vitoria com despreparo
Transforma-se em desdém
Talvez a falta de querer o melhor também
Quem sabe a vida lhe trate só como lutador
Sem ambição o lutador não será vencedor
E ser vencedor não é ser milionário
É orgulhar-se da caminhada
domingo, 22 de agosto de 2010
Recompensa
Fez sua vida, seus poucos bens, meio confortável.
Por muito tempo não acreditaria em ninguém.
Passaram em sua vida colegas, companheiros.
Somente passaram, pois todos sempre foram ligeiros.
E o vulgo sonhador não tinha confiança desses parceiros.
Muito foi questionado por andar só em meio à multidão.
Para uns ele era metido para outros centrado amigo.
Dividiria opiniões por longos anos
Porem aos Seus nunca foi de engano.
Persistência um dos seus nomes tinha que ser assim.
Rapaz pobre pouca postura, mínima cultura, estudo, coisa alguma.
Trancafiou-se no seu mundo,batalhou,sofreu se humilhou
Luis se prendia aos seus sonhos, seus ideais e a força de sua alma.
Guerreiro, Gladiador, sofreu persistiu lutou.
Muitos duvidavam, desde cedo, já provava.
O sonhador falava muito pouco, era apto mesmo no ouvir.
Os seus sonhos eram formados, isso dele ninguém chegou a ouvir
Era fato que a fala era pouca, pensava de mais, era centrado no querer pra si.
Tanto tentou que as portas foram abertas.
Abertas por ele que as escancarou.
Por em pratica o que sempre sonhou.
Luis agora é um idealizador que fala muito.
Fala muito com seu interior.
E alguma de suas lutas se saiu vencedor
Amigos ainda são bem poucos.
Isso nunca lhe incomodou.
O foco não houve alteração, isso ele nos diz, sonhador.
Sempre a procura da verdade humildade que vem da alma.
Luis sabe os que foram e os que hão de vir.
Sua perspectiva nunca chega ao fim.
Na selva de pedra onde sempre morou Lacerda.
Ficam seus sonhos, ele e suas poucas falas.
Verdade, humildade, transparência.
Esses são os sonhos que Luis Lacerda.
Tanto procurava para sua essência.
André Luis
Recompensa
Luis Lacerda, um sonhador incomparável.
Fez sua vida, seus poucos bens, meio confortável.
Por muito tempo não acreditaria em ninguém.
Passaram em sua vida colegas, companheiros.
Somente passaram, pois todos sempre foram ligeiros.
E o vulgo sonhador não tinha confiança desses parceiros.
Muito foi questionado por andar só em meio à multidão.
Para uns ele era metido para outros centrado amigo.
Dividiria opiniões por longos anos
Porem aos Seus nunca foi de engano.
Persistência um dos seus nomes tinha que ser assim.
Rapaz pobre pouca postura, mínima cultura, estudo, coisa alguma.
Trancafiou-se no seu mundo,batalhou,sofreu se humilhou
Luis se prendia aos seus sonhos, seus ideais e a força de sua alma.
Guerreiro, Gladiador, sofreu persistiu lutou.
Muitos duvidavam, desde cedo, já provava.
O sonhador falava muito pouco, era apto mesmo no ouvir.
Os seus sonhos eram formados, isso dele ninguém chegou a ouvir
Era fato que a fala era pouca, pensava de mais, era centrado no querer pra si.
Tanto tentou que as portas foram abertas.
Abertas por ele que as escancarou.
Por em pratica o que sempre sonhou.
Luis agora é um idealizador que fala muito.
Fala muito com seu interior.
E alguma de suas lutas se saiu vencedor
Amigos ainda são bem poucos.
Isso nunca lhe incomodou.
O foco não houve alteração, isso ele nos diz, sonhador.
Sempre a procura da verdade humildade que vem da alma.
Luis sabe os que foram e os que hão de vir.
Sua perspectiva nunca chega ao fim.
Na selva de pedra onde sempre morou Lacerda.
Ficam seus sonhos, ele e suas poucas falas.
Verdade, humildade, transparência.
Esses são os sonhos que Luis Lacerda.
Tanto procurava para sua essência.
André Luis
domingo, 15 de agosto de 2010
Agora
Dificuldade vivida aprende-se a calma
Se não captar o sentimento, vem na palma
Esse é o momento de se achar
Não fico aqui um minuto se for pra calar
Nas poesias que escrevo ou nas musicas a relatar
Chegou o momento não vou me calar vou fazer
Calar pra que se o sentimento vem absorver
Contar o que seja real e aplicar o proceder
O peito se aperta porem me faço entender.
Que o momento é agora sem retroceder
As decisões nos esperam não da para conter.
Se o sentimento é de perda reviva um novo querer
Desistir são para os fracos
Os fracos se sobressaem em que
A guerra é intensa o fim nós nunca iremos ver
Persistir no que acredita é fundamental para vencer.
A decisão é individual então faça acontecer
André Luis
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Convocado

Momento de respirar
Abrir os olhos para não fraquejar
Passar pela portar e se ela fechar
Sai da frente com o pé vou quebrar.
Fui convocado para com eles lutar
Chegou o momento ninguém vai me segurar
Agora foi anunciada, a guerra travada está
A chegada é pra somar
A situação fácil não vai estar
Cabeça erguida foco na estratégia
A guerra começou vamos guerrear
No campo de batalha
A verdade vai predominar
As armas estão na linha de frente
Chegou o grande momento vamos lá
Vou registrando o que acontece
Nessa guerra interminável
Porem o peito não padece
Eu só tenho (duas) armas e muita munição
Dentro dessa guerra sou mais um na multidão
Vou revendo alguns conceitos, mas não a opinião
Estou com alguns aliados
Cada qual tem sua arma
Na humildade vou ficar de prontidão
Esqueci de comentar...
A batalha é literária
Papel e caneta são armas pra lutar.
André Luis


